domingo, 7 de agosto de 2016

Receitas diversas


Salada de Macarão

Ingrediente:

400 grs de macarrão parafuso (ou outro que você preferir)

5 colheres de (sopa) de maionese

1 xícara  (chá) presunto picado

Salsinha e cebolinha picada a gosto

2 colheres (sopa) de azeite

Sal a gosto

Modo de fazer:

Peça para um adulto cozinhar o macarrão por cerca de 8 minutos em água fervente. Enquanto isso, pegue uma vasilha e nela coloque a maionese, o presunto, a salsinha e a cebolinha, o azeite e o sal. Espere o macarrão esfriar um pouco e despeje-o na vasilha, misturando tudo muito bem. Sirva gelado e bom apetite.

Sabor e arte para as crianças  (receitas fáceis e divertidas para as crianças)

Atenção: sempre peça a um aduto na hora de usar facas, tesouras, liquidificador micro-ondas e fogão.

www.avemaria.com.br/revista

 

 

Caneca de bolo salgado

Ingredeientes

1 ovo.

4 colheres (sopa) de leite

3 colheres (sopa) óleo

4 colheres (sopa) de farinha de trigo

1 colher de (café) de fermento em pó

1 pitada de sal

1 fatia de queijo mussarela

1 fatia de peito de peru

½ tomate picado sem semente

Orégano, queijo parmesão e salsinha

(Para decorar)

Modo de fazer:

Misture o ovo, o leite, o óleo, a farinha de trigo, o fermento em pó, o sal, o queijo, o peito de peru e o tomate picado numa caneca de chá. Misture bem a massa até ficar homogênea. Peça para um adulto levar o preparo ao micro-ondas em potência alta por 3 minutos. Decorre com orégano, queijo parmesão e folhas de salsinha.

 

Mouse de maracujá com iogurte

Ingredientes

1 envelope de gelatina sem sabor

2 colheres (sopa) de água quente

3 copos de iogute natural

1 copo de suco de maracujá concentrado

1 copo de açúcar

Modo de preparar

Num pote pequeno, dissolva a gelatina na água quente. Coloque no liquidificador o iogurte, o suco de maracujá, o açúcar e a gelatina já dissolvida. Tampe o liquidificador e peça para um adulto liga-lo e bater a mistura por 3 minutos. Despeje a mistura em uma tigela e deixe na geladeira por no mínimo 3 horas. Quando o mouse estiver consistente, já pode servir. Agora é só aproveitar essa delícia.

 

Figada  ( feita de figo)

1 kg de figo

400 gr de açúcar por quilo

Modo de fazer: Tirar a casca e a espuma. Ferver um pouco e depois colocar o açúcar aos poucos.  Quando ferver tirar a semente com uma escumadeira.

Para fazer a schimia mais mole:

1kg de figo

1 kg de açúcar

Nota: Se fizer a schimia para guardar deve observar o seguinte: Quando ela solta do tacho ao redor está pronta para tirar do fogo.

 

Sagu

Rosa Corbellini

4 copos de vinho tinto

4 copos de água

2 ½ de sagu

Canela, cravo, açúcar a vontade.

 De molho sagu 2 de água das medidas.

Pegar 2 copos de 4 e bater de molho o sagu

 

Prestígio Gelado

Luciane Souza, nutricionista

Ingredientes

Creme Branco

1 lata de leite condensado

800 ml de leite

200 gr de coco ralado

1 ½ colheres  (sopa) de amido de milho

1 pitada de sal

Cobertura

1 lata de creme de leite

12 colheres  (sopa) de achocolatado.

Modo de preparar:

Misture todos os ingredientes do creme e leve ao fogo até formar um creme homogêneo. Coloque em uma travessa ou em porções individuais e reserve. Para a cobertura, misture bem os dois ingredientes e jogue por cima do creme branco (não precisa levar ao fogo). Sirva gelado.  Valor calórico 187,5 kcal por porção (copo de sobremesa).

 

Torta de Camarão

Ingredientes

Massa

3 ovos

2 xícaras (chá) de leite

2 xícaras de (chá) de óleo

2 xícaras de (chá) de farinha de trigo

1 colher (sopa) de fermento em pó

2 colheres(sopa) de queijo ralado

1 colher (sopa) de sal.

Recheio

½ kg de camarão pequeno limpo

Óleo

1 cebola picada

2 colheres (sopa) de manteiga

1 xícara de purê de batata

½ lata de molho de tomate

Cheiro verde picado a vontade

½ lata de palmito picado

Modo de preparar

Massa: bata todos os ingredientes da massa no liquidificador e reserve.

Recheio: Refogue o camarão com óleo, a cebola e a manteiga. Depois de refogado, junte o purê de batata, o molho de tomate, o cheiro verde e o palmito. Coloque em uma forma refratária um pouco de massa, o recheio e cubra o resto da massa. Asse em forno quente até dourar. Valor calórico – 245, 5 kcal por porção (pedaço médio)


 

Paçoca de Pinhão

Marcia Comunelo

1kg de pinhão (moído)

700gr de carne de porco (moído)

200g de Bacon (picado)

Cebola, tempero, verde.

Modo de fazer:  Fritar a carne de porco moído e o bacon e depois colocar os temperos e fritar bem. Cozinhar o pinhão e moer os temperos verdes por último.

 

Croquete de Pinhão

Ingredientes

2 xícaras de pinhão cru

1 ovo

Carne moída

Farinha de trigo

Leite

Farinha de pão

Sal

Cheiro-verde a gosto

Modo de preparar: Moa os pinhões no liquidificador. Junde a carne, a farinha de trigo, o leite, o sal e os temperos. Amasse até soltar das mãos. Passe no ovo e na farinha de pão, fritando-os em seguida.

Picadinho de Pinhão

Ingredientes: Pinhão cozidos, carne em cubinhos, cebola, alho, pimenta, sal e cheiro-verde.

Modo de fazer: Refogue todos os temperos e coloque a carne, junte os pinhões cortados em rodelas finas e acrescente um pouco de água, deixando-os cozinhar.

Pudim de Pinhão

Ingredientes: 2 xícaras de pinhão cru, 2 ½ xícaras de açúcar, ¾ de xícaras de rum, ½ xícara de passa, 3 xícaras de leite, 5 ovos1 colher de margarina.

Modo de fazer: Moa os pinhões no liquidificador. Deixe as passas de molho no rum. Misture, batendo bem todas os ingredientes, acrescentando finalmente as passas. Caramele um forma de pudim, despejando a massa. Leve ao forno por aproximadamente uma hora. Assar em banho-maria.

Pinhão na manteiga

1kg de pinhão cozido e descascado

2 colheres (sopa) de manteiga

1 cebola bem picada

2 colheres (sopa) de salsinha bem picada

2 colheres de cebolinha verde bem picada

Sal a gosto

Modo de fazer:

  1. Pique o pinhão grosseiramente
  2. Em uma panela, derreta a manteiga e refogue a cebola. Acrescente o pinhão, a salsinha, a cebolinha e o sal. Misture bem e mexa sem parar por 5 minutos. Passe para uma travessa e sirva.

 

Doce de Pinhão

½ kg de pinhões cozidos em água sem sal

1 lata de leite condensado

¼ xícara de leite

1 colher  (sopa) de açúcar

Cravo a gosto

Modo de fazer

1 - Coloque o pinhão no liquidificador ou processador e bata até virar uma farinha grossa.

2 – Passe para uma panela e leve ao fogo baixo junto com o leite condensado, o leite, o açúcar e os cravos e cozinhe, mexendo sempre, por 25 minutos, até que o doce desgrude do fundo da panela.

3 – Retire, passe para  uma tigela, espere esfriar, decorre com cravos e sirva.-nobis

 

Patê de ora-pro-nobis com pinhão

1 xícara de pinhão cozido e moído

30 folhas de ora-pro-nobis

1 cebola

2 dentes de alho

Tempero verde de preferência

Azeite e sal

Maionese ou requeijão

Modo de fazer:

Reserve o Pinhão.  Demais ingredientes, refogue numa panela. Deixe esfriar e bata no liquidificador. Misture com a maionese ou requeijão com pinhão.

 

Pão de ora-pro-nobis com pinhão

5 kg de farinha de trigo

6 colheres de fermento

5 colheres chia de sal

2 colheres de banha

1 xícara e meia de pinhão cozido e moído

30 folhas de ora-pro-nobis

200 gramas de linhaça moída

200 gramas de farelo de arroz

Água pra dar ponto da massa

Modo de fazer:

Bater as folhas de ora-pro-nóbis no liquidificador com água e juntar aos demais ingredientes, sovar bem a massa, deixar fermentar e assar em forno.

 

Pãezinhos de Santo Antônio

Ingedientes

Massa:

1 pacote de 1kg de farinha de trigo

¾ de xícara de açúcar

½ xícara de margarina

2 ovos

2 xícaras de ½ de leite

3 sachês de feCrmento biológico

1 colher de sopa de sal

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Para pincelar

2 gemas

Modo de fazer

Massa:

  1. Peneire a farinha de trigo, duas vezes.
  2. Acrescentar os demais ingredientes
  3. Sove a massa até soltar as mãos
  4. Deixe crescer até dobrar de volume
  5. Modele os pãezinhos e pincele com gema.
  6. Leve para assar em forno preaquecido à 180º C, até dourarem.

Rendimento: 24 pãezinhos

       Tempo de preparo: 35 min.
 

Grostolli ou calça virada

Inês Bonatto

4 ovos

1 xícara de açúcar

1 xicara de leite

1 ½ colher de sopa de fermento em pó

3 colheres de cachaça

1 pitada de sal

Raspa de laranja

Farinha de trigo

Modo de fazer:

Misturar todos os ingredientes numa vasilha grande, vá colocando farinha aos poucos até dar ponto. Sovar bem a massa, deixando descansar por 2 hora. Espichar a massa e cortar e fritar com óleo bem quente.

Obs: A massa pode ficar até dois dias na geladeira bem fechada em um pote plástico

 

Fregolá da Helena

Ingredientes

4 xícaras de farinha de trigo

4 ovos

1 ½ xícara de banha o manteiga derretida

1 copo de suco de laranja ou leite

4 xícaras de farinha de milho

3 xícaras de açúcar

1 colher de fermento em pó

Amendoim quanto quiser

Modo de fazer

Cozinhar o amendoim, esmagar com uma garrafa e misturar com todos os outros ingredientes numa bacia, e untar uma fôrma. Colocar e arrumar porque ele é um palco duro. Levar ao forno para assar.

Helena Trentin Giazzon – Santa Justina – 1º Distrito

 

Fregolá da Odila

Ingredientes

3 ovos

3 xícaras de farinha de trigo

2 colheres de manteiga ou margarina

1 colher de fermento

3 laranjas (suco e raspa de casca)

3 xícaras de farinha de trigo

2 ½ xícaras de açúcar

Modo de fazer

Bater as gemas com o açúcar, colocar a manteiga, o suco e a raspa das laranjas, a farinha e por último as claras em neve, colocar na fôrma e polvilhar com açúcar. Assar por 40 minutos.        

Odila M. M. Bernardi – Vila Oliva

 

Pizza Italiana

Ingredientes

3 xícaras de farinha

½ colher de manteiga

1 colher de fermento em pó

2 colheres de banha

1 copo de leite

Sal a gosto

Modo de fazer

Primeiro misture todos os ingredientes, depois amasse bem e espiche com o rolo que fique na grossura de um dedo. Em seguida coloque queijo e presunto em pedaços, depois cubra com molho, tomates e cebola.

Francisca Zanardi –Santa Lúcia do Piaí

 

Doce de Chuchu

Ingredientes

5 chuchus grandes

2 copos de açúcar

Descascar os chuchus e cortar em fatias bem grandes, por em uma bacia de deixar 4 a 5 horas com o açúcar por cima. O açúcar vai chupar toda a água do chuchu. Por no fogo e cozinhar até estar no ponto.

Fabiana Schumann – Nova Palmira – Vila Cristina

 

Doce de Batata Doce

Ingredientes

1 kg de batata cortada

1 gelatina em folha

700 gramas de açúcar

1 vidro de leite de coco, açúcar refinado

Modo de fazer

Esmagar as batatas, misturar os demais ingredientes e cozinhar até aparecer o fundo da panela. Depois de pronto, fazer as bolinhas e passar no açúcar.

Geni Silvestro Scopel – Santa Lúcia do Piaí

 

Doce de polenta

Ingredientes

4 xícaras de suco de laranja

1 xícara de açúcar

1 xícara de água

500 gramas de farinha de milho fina

Modo de fazer

Coloque o açúcar, a água e o suco em uma panela grande e leve ao fogo por 20 minutos. Mexendo de vez em quando. Tire a mistura do fogo e acrescente a farinha. Com  uma colher de pau mexa até ficar uma massa lisa. Leve novamente ao fogo por mais 20 minutos. Coloque em uma prato refratário, espera esfriar e sirva.

Juliana Bernardo dos Passos Rodrigues – Linha São João – Criúva

 

Pudim de Amendoim

Ingredientes

1 xícara de chá de açúcar

2 vezes a mesma medida de leite

1 xícara de chá de amendoim torrado e moído

1 lata de leite condensado

3 ovos

Modo de fazer

Caramelize a fôrma para o pudim com açúcar e reserve. Bata no liquidificador o leite condensado, o leite, os ovos e o amendoim. Despeje na fôrma caramelizada, cubra com papel alumínio e cozinhe em banho-maria. Deixe esfriar; leve-o à geladeira e desenforme.

Morgana Capelani Rodrigues Neto – Criúva

 

Patê de alho

1 dente de alho

½ copo de leite desnatado

- óleo de girassol até dar ponto

1 pitada de sal

Tempero naturais à vontade (orégano) tempero verde

Modo de fazer: Bater no liquidificador o dente de alho com leite e o sal. Aos poucos acrescentar o óleo, até dar a consistência desejada. Por fim, acrescente os temperos naturais a gosto.

 

Bolo de banana integral

Ingredientes

2 bananas médias

3 ovos

2 xícaras de farina integral

½ xícara de açúcar mascavo

½ xícara de aveia em flocos (opcional)

1 xícara de óleo

1 colher grande de sopa de fermento em pó

1 colher de canela em pó.

Modo de fazer:

Bata no liquidificador as bananas, óleo e os ovos. Reserve em uma bacia, misture o açúcar, a farinha, a aveia e a canela. Após, acrescentar o creme batido e o fermento. Colocar em forno preaquecido (180 C ) por 40 minutos ou até dourar. Deixe esfriar e sirva.

 

Cuca de Nata

1 xícara de nata

2 xícara de açúcar

3 xícara de farinha

1 xícara de leite (morno)

3 ovos

1 colher de fermento

Modo de fazer: Bater as claras separadas. Coloque para assar durante 45 mim

 

Cueca virada

3 ovos

1 xícara de açúcar

4 colheres de nata

2 colheres de cachaça

1 xícara de leite

1 colher de royal

1 pitada de sal

Modo de fazer:

A massa não deve ficar muito mole. Coloque para fritar.

 

Pudim de Gelatina

1 caixa de leite condensado

2 caixas de creme de leite

1 gelatina sem sabor

½ xícara de leite

Modo de fazer:

Dissolver no leite morno por 1 minuto e 30 segundos no micro-ondas e ficar mexendo até dissolver bem, e coloque 8 colheres de açúcar para caramelizar a forma do pudim. Adicione todos os ingredientes. Após coloque no congelador ½ hora e não deixe congelar. Pegue uma faca e desgrude no meio e nos lados para não quebrar o pudim. Boa apetite.

Plantas e Ervas Medicinais por Nomes Populartes


 
Plantas e Ervas Medicinais por Nomes Populares
 Índice por Nomes Cientifico
Índice por Nomes Populares Começados de F a G.
FEDEGOSO = Cassia occidentalis L.
Sinônimos: balambala, café-negro, folha-do-pajé, fedegoso-verdadeiro, ibixuma, lava-prato, mangerioba, mamangá, mata-pasto, maioba, pajamarioba, pereriaba, taracurú, coffee senna, casse puante.
FEDEGOSO = Senna corymbosa (Lam.) H.S. Irwin & Barneby
Sinônimos: sena-do-campo, sene-do-campo, sena-do-mato, folha-de-sene.
FEDEGOSO-GIGANTE = Senna alata (L.) Roxb.
Sinônimos: alcapulco, fedegosão, mangerioba-do-pará, mangerioba-grande, mata-pasto-grande, dartrial, candle bush, candelabra bush, roman candle tree, emperor's candlesticks, ringworm bush.
FEIJÃO = Phaseolus vulgaris L.
Sinônimos: feijão-base, feijão-comum, feijoeiro. Frijol, haricot, bean, fagiolo.
FEIJÃO-AZUKI = Vigna angularis (Willd.) Ohwi & H. Ohashi.
Sinônimos: azuki, feijão-vermelho, Azuki, chi dou, hon g xiao dou, adzuki, haricots adzuki.
FEL-DA-TERRA = Centaurium erythraea Rafn.
Sinônimos: centáurea-menor, petite centaurée, erythrée.
FENO-GREGO = Trigonella foenum-graecum L.
Sinônimos: alforvas, ervinha, fenacho, Fenugreek, alholva, alholva, heno griego, fenugrek, fieno greco comune, hu lu ba, hu-lu-pa, k'u-tou, mêthi.
FIDALGUINHOS = Centaurea cyanus L.
Sinônimos: centaura, bachelor's button, cornflower, blue-bottle.
FIGO = Ficus carica L.
Sinônimos: figueira.
FIGO-DA-ÍNDIA = Opuntia ficus-indica (L.) Mill.
Sinônimos: cacto, figueira-da-barbária, figueira-da-índia, figueira-do-diabo, figueira-do-inferno, palma-forrageira, palma, tuna, Mission cactus, yellow tuna, tuna de campo, figue de barbarie, nopal, ficodindia.
FILIPÊNDULA = Filipendula ulmaria (L.) Maxim.
Sinônimos: ulmária, rainha-dos-prados, ulmeira, erva-ulmeira, barba-de-bode, erva-das-abelhas, grinalda-de-noiva, olmeira, meadowsweet, ulmaire, spierstauden.
FITOLACA = Phytolacca decandra L.
Sinônimos: fitolaca-americana, uva-turca, vinagreira, tintureira, uva-dos-passarinhos, baga-moira, hierba carmín, american poke, american pokeweed, bledo carbonesro, cancer-root, hierba carmin, inkberry, pigeon berry, pocan, poke, poke root, pokeberry, pokeroot, pokeweed, reujin d'ours, sekerciboyaci, skoke, yoshu-yama-gobo, yyamilin, phytolacca root, phytolaccae radix, phytolacca berry, phytolaccae bacca, blitum americanum, branching phytolacca, phytolaque, garget, méchoacan du canada, bear's grape, poke weed, raisin d'amérique, red-ink plant, american spinach, crowberry, jalap, american nightshade, cokan, coakum, chongras, morelle à grappes, herbe de la laque, amerikanische scharlachbeere, kermesbeere, virginian poke, poke berry, blitum americanum, garget weed.
FOLHA-DA-FORTUNA = Kalanchoe pinnata (Lam.) Pers.
Sinônimos: coirama, erva-da-costa, folha-da-costa, folha-da-fortuna, folha-de-pirarucú, folha-grossa, orelha-de-monge, paratudo, roda-da-fortuna.
FO-TI = Fallopia multiflora (Thunb. ex Murray) Czer.
Sinônimos: polígono, Fleeceflower, he shou, renouée à fleurs, he shou wu, fo-ti.
FRAGARIA = Potentilla fragariastrum Ehrh.
FRÂNGULA = Frangula alnus Mill.
Sinônimos: amieiro-negro, amieiro-preto, canjica, fusaro, lagarinho, sanguinho-de-água. Alder buckthorn, frangola, bourdaine, frangula.
FRUTA-DO-CONDE = Annona squamosa L.
Sinônimos: anona, araticum, ata, cabeça-de-nego, condessa, coração-de-boi, pinha, sugar apple, custard apple, sweetsop, pomme cannelle, annona, anona, chirimoya verrugosa, gandhagatra, shubba, ramphal, sharifah, sitaphal.
FUCUS = Fucus vesiculosus L.
Sinônimos: alga marinha, Bladderwrack.
FUMÁRIA = Fumaria officinalis L.
FUMO = Nicotiana tabacum L.
Sinônimos: erva-santa, fumo, Tobacco, tabaco, tabac, tabacco.
FUNCHO = Foeniculum vulgare Mill.
Sinônimos: erva-doce, fiolho, fiolho-de-florena, fiolho-doce, fennel, finocchio selvatico.
FURA-PAREDES = Parietaria officinalis L.
Sinônimos: parietária, alfava-de-cobra, tiritana, erba dei muri, gambarussa, pan mol, vedragin, lavagoti, marajola, perducia, erba vetriola, parietaria, erba vetriola, urceola, perfora muraglie, muraiola, spaccapietre, erba corona.
GÁLBANO = Ferula galbaniflua Boiss. & Buhse.
Sinônimos: gálbano, galbanum.
GALEGA = Galega officinalis L.
Sinônimos: arruda-de-bode.
GALEÓPSIS = Galeopsis dubia
GARCÍNIA = Garcinia cambogia Desr.
Sinônimos: hattan yellow, gamboge tree, garcínia, gummi-gutta.
GARRA-DO-DIABO = Harpagophytum procumbens DC.
Sinônimos: harpago, unha-do-diabo, artiglio del diavolo, harpagophytum, devil's claw, harpagofito, griffe du diable.
GENCIANA = Gentiana lutea L.
Sinônimos: gencianela, genciana-amarela, gengiba, junciana, unciana, xaranzana, genciana, gengiba, unciana, quina de pobre, genciana amarilla, genciana mayor, xaranzana, genciana, gençana, argençana, jansana, arjansana, errosta, genciana, argençana, xensá, yellow gentian, gentiane, gele gentiaan, gelber enzian, bitter wurz, gentiane jaune, grande gentiane, genciana, genziana, giansana.
GENCIANA = Lisianthus pendulus Mart.
GENGIBRE = Zingiber officinale Roscol.
Sinônimos: gengivre, gingibre, magaratáia, mangaratá, mangarataia, mangaratiá, Jengibre, gingembre, ginger.
GENGIBRE-SELVAGEM = Asarum canadense L.
Sinônimos: coltsfoot, canada snakeroot, black snakerroot, wild ginger, indian ginger, jengibre silvestre, gingembre sauvage, kanadische haselwurz.
GERGELIM = Sesamum indicum DC.
Sinônimos: jerxelim, gergelim.
GERVÃO = Starchytarpheta jamaicensis (L.) Vahl.
Sinônimos: aguará-podá, aguarapondá, chá-do-brasil, ervão, gerbão, gervão, gervão-azul, gervão-folha-de-verônica, gervão-legítimo, orgibão, rinchão, uregão, urgebão, urgervão, vassourinha-de-botão, verbena, verbena-azul.
GERVÃO = Stachytarpheta cayennensis (Rich.) Vahl.
Sinônimos: gervão, gervão-roxo, rinchão, gerbão, gervão-azul.
GIESTA = Cytisus scoparius (L.) Link.
GILBARBEIRA = Ruscus aculeatus L.
Sinônimos: giesteira-das-vassouras, Butcher's broom, rusco, retit houx, rusc.
GINJEIRA = Cerasus vulgaris Mill.
Sinônimos: prunus.
GINKGO-BILOBA = Ginkgo biloba L.
Sinônimos: ginkgo biloba, ginkgoácea, nogueira-do-japão, Ginkgo, ginkyio, icho, ginnan, árbol sagrado, ginkgo biloba, ginco, pakgor su, ginko.
GINSENG = Panax ginseng C.A. Mey.
Sinônimos: panacéia, cinco-folhas, ginseng, ginseng-asiático, ginseng-coreano, ginseng-chinês, gineng-japonês, ginsen
GINSENG-BRASILEIRO = Pfaffia glomerata (Spreng.) Pedersen
Sinônimos: corrente, paratudo, ginseng-do-brasil, pfáffia, Carango-sempre-viva, corango-sempre-viva, paratudo.
GINSENG-BRASILEIRO = Pfaffia paniculata (Mart) O. Kuntze
Sinônimos: pfafia, corrente, Suma, Brazilian ginseng, pfaffia, para toda, corango-acu.
GIRASSOL = Helianthus annuus L.
GIRASSOL-MEXICANO = Tithonia diversifolia (Hemsl.) A. Gray.
Sinônimos: boldo-japonês, titonia, margaridão-amarelo.
GOIABEIRA = Psidium guajava L.
Sinônimos: araçá das almas, araçá goiaba, goiaba maça, guaiba, guaiava, common guava, guayaba, apple guava, tropical guava, yellow guava, guava, goyave, goyavier, guyaba, goeajaaba, guave, goejaba, nulu, purijo, pichi, posh, enandi.
GOMA-AGUAR = Cyamopsis tetragonolobus (L.) Taub.
Sinônimos: guar gum.
GRAMA = Triticum repens L.
Sinônimos: dog-grass, quick-grass, quackgrass, quitch-grass, quake-grass, scutchgrass, twitch-grass, witch-grass, wheatgrass, creppin g wheatgrass, devil's-grass, durfa-grass, durfee-grass, dutch-grass, fin's-grass, chandler's grass.
GRANDIÚVA = Trema micrantha (L.) Blume.
Sinônimos: candiúba, coatidiba, coatiudiba, crindiúva, curindiba, gurindiba, orindeúva, orindiba, orindiuva, orinduíba, periquiteira, pau-de-pólvora, taleira.
GRÃO-DE-BICO = Cicer arietinum L.
Sinônimos: cabeça-de-carneiro, café-francês, ervanço, gravanço, chickpea, garbanzo, pois chiche, cece, sis, ciximi, fasgiolum tundu.
GRAVATÁ = Bromelia pinguin L.
Sinônimos: caraguatá, caravatá, caraguatá, caravatá, gravatá, caraguata, caragate caraguate, the pinguin bromelia.
GRAVATÁ = Aechmea muricata L.B. Sm.
Sinônimos: caraguatá.
GRAVIOLA = Annona muricata L.
Sinônimos: araticum-do-grande, guanabano, coração-da-rainha, condessa, jaca-do-pará, jaca-de-pobre, araticum, fruta-do-conde, pinha, cabeça-de-negro, ata, soursop, guanábana.
GROSELHA = Ribes nigrum L.
Sinônimos: groselha negra, groselheira-negra, groselheira-preta. Black currant, grosella negra, cassis, ribes nero.
GRUMIXAMA = Eugenia brasiliensis Lam.
Sinônimos: grumichameira, grumixaba, grumixameira, ibaporoiti.
GUABIROBA = Campomanesia xanthocarpa O. Berg.
Sinônimos: gabirobeira, gabirova, gavirova, goiaba-da-serra, guabiroba-da-mata, guabirobeira, guabirova, guariroba, guarirova, guavira, guaviroba, guavirova, guariroba, guabirá.
GUAÇATONGA = Casearia sylvestris Sw.
Sinônimos: apiá-acanoçu, bugru-branco, baga-de-pomba, bugre-branco, café-bravo, café-de-frade, café-do-brejo, café-do-diabo, cafezeiro-bravo, cafezeiro-do-mato, cafezinho-do-mato, caimbim, cambroé, caroba, carvalhinho, chá-de-bugre, chá-de-frade, chá-de-são-gonçalinho, chalé-de-frade, erva-da-pontada, erva-de-pontada, erva-de-bugre, erva-de-guaçatunga-falsa, erva-de-lagarto, erva-de-teiú, estralador, fruta-de-saíra, gaibim, gaimbim, guaçatunga, guaçatunga-branca, guaçatunga-falsa, guaçatunga-preta, guaçutonga, guaçutunga, guassatonga, língua-de-lagarto, língua-de-tiú, marmelada-vermellha, marmelinho-do-campo, paratudo, pau-de-bugre, pau-de-lagarto, pau-de-lagarto, petumba, pioia, pióia, pitumba-de-folha-miúda, pombeiro, quacitunga, vaçatonga, saritã, uassatonga, vacatunga, varre-forno, vassatunga, vassitonga.
GUACO = Mikania cordifolia (L. F.) Willd.
GUACO = Mikania glomerata Spreng.
Sinônimos: cipó-caatinga, cipó-catinga, cipó-sucuriju, coração-de-jesus, erva-de-cobra, erva-cobre, guaco-liso, guaco-de-cheiro, guaco-trepador, guaco-verdadeiro, guape, micânia, uaco, guaco, guaco, guaco, guaco.
GUALTÉRIA = Gaultheria procumbens L.
Sinônimos: wintergreen, waxberry, gaultheria.
GUANDU = Cajanus cajan (L.) Millsp.
Sinônimos: feijão-andu, andu, feijão guandu, guandeiro, guando, pigeonpea, pigeon pea, pois d'angole, pois cajan, guandul, straucherbse.
GUARANÁ = Paullinia cupana Kunth.
Sinônimos: uaraná, guanazeiro, guaranauva, guaranaína, guarana, guaraná, guaranà, guaranastrauch.
GUAXINGUBA = Ficus insipida var. Insipida Mart.
Sinônimos: caxinguba, coajinguva, lombrigueira, mapimissu, oje.
GUINÉ = Petiveria alliacea L.
Sinônimos: mucura-caá, erva-pipi, tipí, teté, erva-de-alho, amansa-senhor, tipí-verdadeiro, raiz-de-guiné, gambá, anamu, apacin, huevo de gato, kojo root, kuan.

Receita do vinagre de uva japonea (uveta)


Receita do vinagre de uva japonesa (uveta)

                                    Norma C.C. C. Zanatta

1,5 kg  açúcar mascavo

2,5 kg de uva japonesa

10 litro de água fervida fria

Modo de fazer

Ferver a água junto com o açúcar.

Deixar 40 dias em infusão

Esmagar a semente e a uva

Tapar com um pano,  pois os  mosquito e outros  insetos entrarem.

Mexer de vez  quanto.

Depois de 40  dias travassar (trocar de recipiente todo o liquido)

Com a (borra) fazer novamente o vinagre. (resíduo)

Depois está pronto para ser consumido, fica bem forte.

 

Nota: Para o vinagre ficar forte pode usar sabugo de milho, ou serragem de pinheiro antigo, araucária   

Vinagre de de caldo de cana, Vinagre de cana de laranja, vinagre de caqui etc...


Vinagre de caldo de cana

Ingredientes:

2 litros de caldo de cana

Modo de fazer

1 – Coar o caldo de cana e engarrafar e deixar descansar durante 15 dias.

2 – Coar novamente e estará pronto para ser consumido.

 

Vinagre de cana de e laranja

Ingredientes

1 litro de caldo de cana

  1. laranjas

Modo de fazer

1 -  Coar o caldo de cana e o suco de laranja

2 - Engarrafar e deixar descansar durante 15 dias

3 – Coar novamente e estará pronto para ser consumido.

 

Vinagre de Caqui

Ingredientes

Caquis Maduros

Modo de fazer

1 – Amassar bem os caquis

2 – Deixar descansar por dois dias, coar e engarrafar.

3 – Deixar parado por dois meses em lugar seco e arejado.

4 – Filtrar e usar

 

Vinagre de maçã

Ingredientes

10 litros de água

1 quilo de maçã verde

1 quilo de açúcar

1 pitada de fermento

Modo de fazer

1 – Misturar todos os ingredientes e deixar descansar por 45 dias.

2 – Filtrar e engarrafar.

 

Vinagre de melado

Ingredientes

½ kg de “mãe-do-vinagre” guardar de um vinagre para o outro)

2 – conchas de melado

Modo de fazer

1 – Misturar todos os ingredientes, deixar fermentar 14 dias.

2 filtrar e engarrafar.

 

Vinagre de milho

Ingredientes

8 litros de água

1 garrafa de vinagre

1 garrafa de cachaça

3 sabugos de milho

 

Modo de fazer

1 – Misturar todos os ingredientes. Deixar descansar por 2 meses.

2 – Coar e engarrafar.

 

Vinagre de maçã

Ingredientes

1Maçã

2 litros de água

½ quilo de açúcar

Modo de fazer:

Picar uma maçã com casca, acrescentar 2 litros de água e ½ quilo de açúcar. Colocar dentro de uma vasilha (não de alumínio), cobrir com uma pano limpo e esperar até que termine de fermentar. Depois de fermentado, coar e colocar em frascos esterilizados. Do mesmo modo se faz vinagre de banana.

 

Vinho de Laranja

Ingredientes

2 litros de suco de laranja maduras

2 litros de água

1e ½ kg de açúcar

1 colher sopa de fermento de pão

Materiais e equipamentos

1 garrafão, de vidro, de 5 litros

1 rolha de cortiça

1 mangueirinha (tipo sopro)

1 vidro vazio (pode ser de conserva ou outro)

1 balde plástico ou bacia

1 espremedor de fruta

1 colher grande

1 funil

1 vela ou cera de abelha

1 pano de prato

1 coador

Modo de fazer:

1 – lavar, ou descascar e espremer as laranjas

2 – Coar o suco e misturar a água, o açúcar e o fermento

3 – Colocar esta mistura no garrafão esterilizado

4 – Colocar a rolha no garrafão sem encostar no suco Furar a mesma e colocar a mangueirinha no orifício da rolha

5– Vedar bem, parafinado ao redor da rolha, para evitar a entrada de ar no garrafão

6 – Mergulhar a outra extremidade da mangueirinha no vidro com água até a metade

7 – Deixar o garrafão em pé, em lugar fresco, para fermentar em repouso absoluto durante 45 dias, quando o vinho estará pronto.

8 – Engarrafar o vinho, após este período, em garrafas esterilizadas.

 

Obs: A água do vidro deve ser trocada cada vez que ficar turva (resíduos da fermentação)

 

Vinho de Azedinha do mato (fruta)

Preparar, como se prepara qualquer outro vinho. Servem, também todas as frutas que os pássaros comem, para fazer este vinho. Contudo, deve-se acrescentar água e um pouco de açúcar, para fermentação.

Vinho de Bananas maduras:

Ingredientes:

Para 1 balde de bananas amassadas. 2 baldes de água e um pouco de açúcar, para fermentar

Modo de fazer:

Ver receita de vinho de uva.

 

terça-feira, 3 de março de 2015

Filó uma experiência de Paraíso

Filó uma experiência de paraíso

                     Frei Rovílio Costa

 

Nas noite longas de inverno

fiavas vida e sustento:

pungir de um Vêneto eterno

no canto fundo do vento!

(Itálico Marcon, Porto alegre, amanhecer de 26/07/1971)

               O contadino (agricultor), durante os meses de inverno, tinha que permanecer em casa, pois não havia condições de trabalhar na lavoura. Se não  houvesse um trabalho doméstico, a vida se desenrolaria num constante e, por vezes monótono filó. As mulheres tinham o tempo ocupado em preparar refeições, costurar bordar, tricotar, fiar. Os homens também fiavam. A ordenha, para quem tinha vacas leiteiras, o fabrico do queijo, manteiga, requeijão era outra atividade envolvente. Mas a maior pare do tempo era livre. Surgiram, assim, os famosos contadores de histórias, especialmente às crianças para entretê-las. Uma atividade das mães era ensinar os filhos pequenos a decorar o catecismo e muitas orações ensinadas pelos mais velhos e que passaram de geração em geração.

               A palavra filó significa, na Itália, o conjunto de trabalhos manuais que podiam ser executados em casa, no período de inverno. Uma boa atividade era o encontro entre vizinhos. Uma família visitava outra e vice-versa.

               Para quem não tivesse o aconchego dos animais, na estrebaria, anexa à casa, o aquecimento  doméstico tinha que ser feito à base de lenha.

               Impossível seria enfrentar o inverno rigoroso, de muits graus abaixo de zero, sem o aquecimento pelo fogo doméstico.

               Mas escassa era a  lenha e hoje ainda o é nas pequenas borgatas onde ainda não chegou o aquecimento domiciliar. Que fazem, hoje, nessas localidades, as pessoas idosas, os aposentados que ficam em casa  sem o que fazer?  Para economizar lenha, costumavam reunir-se anciões de duas ou três famílias, um dia nesta outro dia naquela casa, até o anoitecer, para assim, queimar lenha numa só casa. À noite, retornando, acendem o fogo para preparar os alimentos e aquecer o ambiente. Em La Valle Agordina “Belluno” em 1984, visitamos um grupo de anciãos de três diferentes famílias, reunidos numa mesma casa, ao redor do fogo, num rigoroso inverno janeiro. As mulheres faziam diferentes costuras e os homens se ocupavam   contando histórias.

               Em nossas colônias não tivemos problemas do frio. Mas o filó passou a ser uma tradição ou uma atividade da noite, ou do anoitecer. Depois de escurecer não dá para trabalhar na lavoura, sentão prepara-se a comida, fica-se conversando, rememora-se o dia passado, os pais aproveitam para uma conversa pedagógica com os filhos e a harmonia se torna completa quando, finda a janta, todos, de joelhos, desfiam as contas do rosário, rezando o terço, agradecendo a Deus pela vida, saúde, colheitas, pedindo a libertação das inteperies e pragas e rezando pelos doentes, pelos falecidos...

               Na colônia, quando se determinava fazer filó em alguma família, juntava-se em casa, procurando chegar umas duas horas antes do horário dessa família ir dormir. Tinha-se o cuidado de chegar na família depois que já tivesse jantado. Aí se ajudava a lavar a louça, se o estivessem fazendo, senão se rezava juntos o terço, se o estiva alguém doente, era costume estivessem rezando. E seguia-se o filó...

               Se houvesse alguém doente, era costume visitar também no horário do filó, mais com visita mais breve e com outro ritual. Chegava-se, visitava-se o doente, ficava-se em filó com os familiares em tempo mais breve. Ao final, se o doente não estivesse dormindo, fazia-se a despedida. O filó era com os familiares, sempre da maneia que não perturbasse o repouso do doente.

               Quando, porém, alguém estava em estado grave de saúde, que demandava a presença de alguém, noite e dia, aí estavam os vizinhos, em rodízio, sobretudo à noite, para auxiliar nesses momentos difíceis.

               O filó era, pois, um momento de harmonia da família com sigo mesma, da família com Deus através da oração, e da família com os vizinhos através de encontros periódicos, ditados pelo bom-senso e pelo nível de amizade entre famílias de costume e tradições próprias. Hoje ainda, festeiros de capelas, presidentes ou distribuir encargos entre associações, quando precisam combinar atividades ou distribuir encargos entre associados, vão fazer filó à noite, e passam a limpo a situação da entidade ou instituição que dirigem.

               Os filós eram momentos privilegiados para a crianças que podiam encontrar-se e brincar  juntas; para os jovens que se instruíam pela conversa dos adultos e também tinham oportunidade de encontro com o bem-amado ou bem-amada; e com os adultos que descorriam sobre as culturas, preços, negócios, a troca de sementes o empréstimo de animais reprodutores, troca de jornadas em tarefas especiais, a necessidade de auxiliar alguma família que necessitava de mão-de-obra, por ter alguém doente. Enfim, o filó era, acima de tudo, uma grande escola de valores humanos e cristãos, de educação para sociabilidade e cidadania.

               A dureza de um dia de trabalho não terminava na subjugação pelo cansaço, mas na harmonia do encontro. Famílias que não se visitassem em filós, eram famílias mal relacionadas.

               O filó era também oportunidade de convidar os vizinhos, por ocasião da safra de pinhão, batata, amendoim, laranjas, nêsperas, pêras... Oportunidade em que se aproveitava o bom vinho caseiro. A sensibilidade sugeria que se convidadesse os vizinhos que não haviam produzido tal e qual produto para compartilhar com eles.

               As épocas de safras, eram oportunidades para convidar os amigos ao filó. Ao tempo da uva, convidava-se alguém que ainda não tinha parreiral, para comer uva e beber o vinho doce. O amendoim, o pinhão, a batata, os crostóli, o vinho, a graspa, o café, as bolachas caseiras, eram comes e bebes corriqueiros nos filós.

               Poder-se-ia citar muitos elementos do filó. Mas, o mais importante é aquele filó não esporádico, mas que acontecia todas as noites na casa de cada colono. O encontro da família, preparando-se para a janta, jantando, lavando a louça, fazendo trança, dobrando palha de milho para cigarros, limpando a casa... em meio a uma conversa panorâmica do dia vivido. A família transformava-se em antecâmara do paraíso quando, no final de tudo, jovens, velhos e crianças se ajoelhavam e rezavam conforme o costume de cada família. Crianças adormeciam sobre os bancos e tinham que ser levados à cama no colo, jovens também pegavam no sono e vinha um sacudão dos pais para acordá-los e reagir ao sono porque precisavam rezar. Ia-se à cama abençoado por Deus, com a esperança de levantar disposto e feliz para um novo dia de trabalho que terminaria com um novo dia de paraíso, com a mesma oração noturna, mas cada dia com motivações e intenções diferentes.

               O trabalho era o sinal do progresso, os frutos do trabalho eram sinal da bênção de Deus. Mas a refeição com todos juntos, com alegria e saúde era sinal da vida, da saúde e do amor entre pais e filhos, e a oração era o grande sinal do paraíso. O filó era, pois, a grande síntese da vida do homem em família, em vizinhança e em relação com Deus.

Bibliografia:

 Nós os Itálicos Gaúchos: Mário Maestri..,{et al.} . – Porto Alegre, Ed Universidade /UFRGS. 1996.