terça-feira, 27 de maio de 2014

Baptista Zanatta e Luiza Almeri

Olá Frei Paulo!

Há algum tempo tenho pesquisado minha árvore genealógica. Sou descendente de Baptista Zanatta, casado com Luiza Almeri, italianos que imigraram para o Brasil em meados de 1880. Por causa das minhas pesquisas encontrei o blog da Familia Zanatta na internet e foi muito bom! Creio que o blog é seu, certo? Quanta informação útil e esclarecedora. Já consegui reunir informações completas (como certidões de nascimento e casamento) do meu pai (Jair Batista) e avô (João Batista). O meu bisavô, pai de João, era chamado Luiz Zanatti, filho de Baptista. Consegui uma certidão de nascimento em inteiro teor do Luiz Zanatti em Jaú, mas ainda não chegou do cartório. Também tenho uma carteira de trabalho dele.

Você acha que poderia me ajudar com mais informações sobre meu bisavô Luiz e talvez meu tataravô Baptista? Tenho tentado descobrir em que navio ele imigrou para o Brasil para então tentar encontrar informações relacionadas a comune onde ele viveu.

Bom, tem sido um desafio encontrar essas informações, mas tenho tido sucesso! Espero que você possa me ajudar.

Um grande abraço!
Thiago Batista.


Ps.: não tinha visto seu e-mail e lhe enviei uma mensagem pelo facebook também. Espero não estar incomodando-o demais. Obrigado!

quinta-feira, 22 de maio de 2014

José Zanatta (Triavó de Volnei Zandoná)

Volnei Zandona BOA TARDE. FREI PAULO. EU LHE ESTOU ESCREVENDO PORQUE EU ESTOU ENTERESADO EM DESCOBRI OS MEUS ANTEPASADO. JÁ VI TODOS OS MATERIAIS DA FAMILIA ZANATTA, NÃO CONSEGUI DESCOBRIR UMA LINHA PARA MIM SEGUI
Para Euagrotiagozanatta@hotmail.com

30 Jun 2013
BOA TARDE.

FREI PAULO.


EU LHE ESTOU ESCREVENDO PORQUE EU ESTOU ENTERESADO EM DESCOBRI OS MEUS ANTEPASADO.

JÁ VI TODOS OS MATERIAIS DA FAMILIA ZANATTA, NÃO CONSEGUI DESCOBRIR UMA LINHA PARA MIM SEGUIR.

SE O SENHOR PODER ME AJUDAR:

SEI QUE MEU TATARAVÓ ERA: JOSÉ ZANATTA, NÃO SEI COMO ERA O NOME DA MINHA TATARAVÔ.
MEU BISAVÓ E: GERONIMO ZANATTA
MINHA BISAVÔ E: MARIANA DOMENICA GENELICA
EU MEU AVÓ: ALFEU ZANATTA
E MINHA AVÔ: HELENA LATREILLE ZANATTA
MEU PAI: JOSÉ ZANATTA
MINHA MÃE: LENI ANA ZANDONA ZANATTA

 DESDE JÁ AGRADEÇO.

TIAGO ZANATTA

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Breve Glossário de Termos Técnicos (italianos)


Breve Glossário de Termos Técnicos

Aglutinação  - fusão de dois elementos lexicais numa única palavra; Ponte e alto formam Pontalto (ponte alta).

Antropônimo – nome próprio de pessoa e também sobrenome, embora se costume usá-lo mais comumente com a primeira acepção.

Apelativo – qualquer tipo de vocábulo usado para designar uma pessoa, podendo ser nome, apelido, cognome.

Cognome – épiteto nominal, apelido.

Étnico – vocábulo que indica que um cidadão pertence a uma raça. A uma etnia, a um povo, como alemão francês, italiano.

Gentilico – designativo dos habitantes de um país, de uamregião, de uma cidade, como Italiano, Lombardi, Milanese, Napolitano.

 Hipocorístico – forma abreviada ou modificada, de cunho popular e coloquial, de um nome; de Antônio, se formam os hipocorísticos Tonho, Toni, Toninho.

Fitônimo – nome de palanta como olmo(olmeiro) vigna (videira).

Hagiônimo – nome de santo, como Santo André, São Paulo, São Pedro.

Hagionímico – sobrenome derivado de nome de santo, como Andreis, Petri, Pauli.

Matronímico – sobrenome derivado deo nome da mãe e significa sempre filho de, como Agnesi (filho de Inês)De Maria, Di Anna.

Pan – italiano – sobrenome, neste caso, que ocorre em todo o território da península itálica, como Rossi, Bianchi, Ferrari,

Patronímico- sobrenome derivado do nome do pai e significa sempre filho de, como Petri, (filho de Pedro) Bernardi, Di Lauro.

Sobrenominização – processo de transformação de um nome, de um apelativo em sobrenome.

Topônimo – denominação de locais geográficos, áreas, países pontos de referencia, como italia, lácio, montanha, lago, rio, praia, praça, paço municipal, etc.

Tomonìmico – sobrenome derivado de um topônimo, como Pisa, Roma, lago,Dal filme, Costa, Montagna, Piazza, Della Via.

Zoônimo – nome de animal, como leone (leão) bue (boi).

 

 

Uma listagem mais complexa dos sufixos que concorrem para a formação dos sobrenomes e também para a derivação lexical no idioma italiano pode ser encontrada num boa gramática histórica. Aconselha-se a leitura da Gramatica Italiana e dei sui Dialetti de Gehrad Rohlfs de onde, salvo pequenas alterações, foi extraído o elenco apresentado acima.

Seria demasiado longo e enfadonho exemplificar cada um destes sufixos com alguns sobrenomes em que o mesmo se faz presente. Convém observar que os sufixos constituem a mairo fonte mulplicativa dos nomes familiares italianos. Estes concorrem realmente para, acredita-se decuplicar as formas originais dos sobrenomes italianos. Os exemplos falam por si. Do antropônimo Giovanni, resultam vários hipocirístico, como foi frisado anteriormente. Tomando-se um deles, Zan ou Zane, por exemplo, obtém-sem com a sufixação, sobrenomes com Zanin, Zanini, Zanon, Zanoni, Zanette, Zanetti, Zanotti, Zanotto, Zanella, Zanello. Zanelli, Zanengo, Zanenghi, Zanet, Zanet, Zanesi, Zanessi, Zanicchi, Zaniol, Zanioli, Zaniolo. Zanol, Zanolo Zanola, Zanot, Zanus, Zanuso, Zanussi, Zanut, Zanuto, Zanutta, Zanutti, Zanoto, Zanata, Zanatta, além de Zanni, Zannini, Zannoni,

Ata, ita, uta: Deverbal, qualidade, noção temporal.

 etc. Assim também de Domenico, pode-se lembrar Domenichini, Domenechini, Domeneghini, Menichini, Meneghin, Meneghini, Menegato, Menegatti, Meneghetti, Menegotto, etc.

Um fato interessante na formação dos sobrenomes é a dupla sufixação, Essa ocorre suficientes para verificar este fenômeno linguístico derivativo. Tomando o mesmo sobrenome Zane ou Zani, com o acressimo do sufixo diminuitivo otto, origina-se Zanotto; se a este, for acrescido o sufixo, também diminuitivo, ello, obtém sobrenome duplamente Zanotello.  O curioso neste sobrenome é a sua carga semântica que foi perdida através dos séculos. Observa-se que Zane, Zani ou Zan representam hipocorístico que surge sob o signo de forte carga afetiva, pois se formou na linguagem popular e coloquial em que a afetividade e a benquerença propriciam fixação de todo hipocorístico.

Outro exemplo idêntico, com o memo sobrenome Zani, se verifica-se com Zanini (com o sufixo diminuitivo – ino) e em Zaninelli com o sufixo diminuitivo – ello)

Existem, porém sobrenomes com a tripla sufixação; e não são raros. Revendo o sobrenome Zane, Zani, forma-se Zanini com um primeiro sufixo diminuitivo; deste se origina Zaninelli, com o segundo sufixo diminuitivo; acrescentando-se a este último, o sufixo- ato tem-se como resultante o sobrenome Zaninellato, triplamente sufixado. Semelhante a este é o caso de Binellato; substraindo-se o último sufixo (ato), obtém-se o sobrenome Binello, Binelli; suprimindo-se o sufixo diminuitivo –ello rsulta outro sobrenome, Bino Bini:  etc...

Bibliografia:

Mioranza, Ciro – 1940. Filius Quondam /Ciro Mioranza – São Paulo: São João Batista Editora, 1996

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Regina Zanatta e Francisco Tasca


“Nossa vocação de Irmãs de São José é vocação de Comunhão.

Precisamos reconhecer e proclamar o amor do Senhor.

Trabalharemos para criar um mundo mais justo e mais fraterno,

Onde cada pessoa seja reconhecida em sua dignidade de filho de Deus.”

(constituições número 65)

 

Esse número das nossas Constituições foi uma luz na vida e missão de Irmã Regina Maria Tasca.

Irmã Regina nasceu no dia dois de fevereiro de 1921, em Farroupilha. Seus pais, FRANCISCO TASCA e REGINA ZANATTA TASCA tiveram 7 filhos. Duas filhas serviram o Senhor como religiosas na Congregação das Irmãs de São José. Com pouco mais de 11 anos, Irmã Regina entrou no Juvenato, em Garibaldi. Segundo seu próprio depoimento, esse foi um tempo que marcou sua vida com belas lembranças e aprendizado.

Fez seu primeiro engajamento na Congregação no dia 18 de outubro de 1937.

Como professora, trabalhou em diversas escolas de diferentes localidades: Paim Filho, Cacique Doble, Nova Roma do Sul, Ibiraiaras, São Marcos, Carlos Basbosa, Caxias do Sul. Irmã Regina destacou-se também pelo seu espírito missionário, marcando presença junto ao povo em Dourados e Fátima do Sul, no estado de Mato Grosso do Sul e em Colorado do Oeste, no estado de Rondônia. Como Ministra da Eucaristia e inserida na Pastoral Popular trabalhou ainda em Flores da Cunha, Antônio Prado e Pinto Bandeira. Uma vida que certamente deixou marcas de itinerância, desapego e total disponibilidade.  

Aos 86 anos, ao ser perguntada o que lembrava de sua família, respondeu: “Além da reza do terço e do canto das ladainhas em latim, lembro que, em casa, era costume, antes de saborear as primícias do ano, como o primeiro cachinho de uva, por exemplo, dizíamos: “In nome de Dio”. O que faço ainda hoje.

Irmã Regina Maria caracterizava-se pela sua transparência, amor à verdade, fidelidade aos compromissos assumidos, perseverança e responsabilidade, mesmo que isso lhe custasse sacrifício. Como Religiosa, por nada deixava de fazer sua oração que consistia, sobretudo, na escuta da Palavra de Deus e na celebração da Eucaristia. Cultivava devoção especial a Maria e a São José.

Com seu jeito simples e humilde, facilmente cativava as pessoas e eram constantes as demonstrações de carinho de quem com ela convivia.

Tinha o cuidado pela conservação e limpeza da casa, dos móveis e zelava para que tudo estivesse bem organizado. Compreendia que não havia trabalho mais ou menos importante. O que, para ela, fazia a diferença era a expressão do Carisma no seu ser e no fazer.

Guardava muita afeição aos familiares. Expressava a falta que sentia dos irmãos. Seguidamente, dizia ela, canto no meu íntimo, com saudades e lágrimas nos olhos a primeira estrofe do poema de Casimiro de Abreu: “Ó que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais”!

Irmã Regina zelava pela construção fraterna da vida comunitária no dia a dia. Discreta, simples, delicada, sabia ouvir e calar. Ajudava e encorajava as Irmãs nos seus sofrimentos e dificuldades. Era pessoa de perdão incondicional.

No dia 25 de novembro de 2007, celebrou 70 anos de Vida Consagrada como Irmã de São José. Preparou-se com esmero para essa data, expressando sua gratidão a Deus que a chamou a servi-lo como religiosa, aos familiares e à Congregação que a acolheu e acompanhou com carinho.

Irmã Regina demonstrou ser pessoa realizada na sua profissão e na sua vocação. Dizia: Na vida Religiosa encontrei mais rosas que espinhos. Se hoje tivesse que escolher minha vocação, escolheria essa mesma, sem hesitar.

Durante seu curto período da doença, contou com a presença do Padre Siro Chaves da Silva que veio de Viamão para confortá-la nos seus últimos dias no hospital de Garibaldi. Esteve lúcida e acolhida a cada Irmã que a visitava.

Faleceu no dia 13 de janeiro, dia em que a Igreja refletia a importância de viver e assumir o compromisso do Batismo, sacramento que Irmã Regina recebeu no dia 05 de fevereiro de 1921, na Igreja São Pedro de Garibaldi.

Querida Irmã Regina Maria, neste momento de despedida, queremos agradecer o testemunho de vida, o espírito missionário e teu jeito simples e verdadeiro de ser e de te relacionar com a natureza, com as pessoas e com Deus. Pedimos que agora junto de Deus possas interceder pelas Irmãs e funcionários desta casa, por nós, irmãs de São José, pelas vocações engajadas no trabalho do Reino de Deus, pelos teus familiares e pessoas amigas.

Nós todos que estamos presentes nesta celebração, pedimos que Deus te acolha na sua luz e na eterna felicidade. Amém.

Garibaldi, 14 de janeiro de 2008.