segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Regina Zanatta e Francisco Tasca


“Nossa vocação de Irmãs de São José é vocação de Comunhão.

Precisamos reconhecer e proclamar o amor do Senhor.

Trabalharemos para criar um mundo mais justo e mais fraterno,

Onde cada pessoa seja reconhecida em sua dignidade de filho de Deus.”

(constituições número 65)

 

Esse número das nossas Constituições foi uma luz na vida e missão de Irmã Regina Maria Tasca.

Irmã Regina nasceu no dia dois de fevereiro de 1921, em Farroupilha. Seus pais, FRANCISCO TASCA e REGINA ZANATTA TASCA tiveram 7 filhos. Duas filhas serviram o Senhor como religiosas na Congregação das Irmãs de São José. Com pouco mais de 11 anos, Irmã Regina entrou no Juvenato, em Garibaldi. Segundo seu próprio depoimento, esse foi um tempo que marcou sua vida com belas lembranças e aprendizado.

Fez seu primeiro engajamento na Congregação no dia 18 de outubro de 1937.

Como professora, trabalhou em diversas escolas de diferentes localidades: Paim Filho, Cacique Doble, Nova Roma do Sul, Ibiraiaras, São Marcos, Carlos Basbosa, Caxias do Sul. Irmã Regina destacou-se também pelo seu espírito missionário, marcando presença junto ao povo em Dourados e Fátima do Sul, no estado de Mato Grosso do Sul e em Colorado do Oeste, no estado de Rondônia. Como Ministra da Eucaristia e inserida na Pastoral Popular trabalhou ainda em Flores da Cunha, Antônio Prado e Pinto Bandeira. Uma vida que certamente deixou marcas de itinerância, desapego e total disponibilidade.  

Aos 86 anos, ao ser perguntada o que lembrava de sua família, respondeu: “Além da reza do terço e do canto das ladainhas em latim, lembro que, em casa, era costume, antes de saborear as primícias do ano, como o primeiro cachinho de uva, por exemplo, dizíamos: “In nome de Dio”. O que faço ainda hoje.

Irmã Regina Maria caracterizava-se pela sua transparência, amor à verdade, fidelidade aos compromissos assumidos, perseverança e responsabilidade, mesmo que isso lhe custasse sacrifício. Como Religiosa, por nada deixava de fazer sua oração que consistia, sobretudo, na escuta da Palavra de Deus e na celebração da Eucaristia. Cultivava devoção especial a Maria e a São José.

Com seu jeito simples e humilde, facilmente cativava as pessoas e eram constantes as demonstrações de carinho de quem com ela convivia.

Tinha o cuidado pela conservação e limpeza da casa, dos móveis e zelava para que tudo estivesse bem organizado. Compreendia que não havia trabalho mais ou menos importante. O que, para ela, fazia a diferença era a expressão do Carisma no seu ser e no fazer.

Guardava muita afeição aos familiares. Expressava a falta que sentia dos irmãos. Seguidamente, dizia ela, canto no meu íntimo, com saudades e lágrimas nos olhos a primeira estrofe do poema de Casimiro de Abreu: “Ó que saudades que tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida que os anos não trazem mais”!

Irmã Regina zelava pela construção fraterna da vida comunitária no dia a dia. Discreta, simples, delicada, sabia ouvir e calar. Ajudava e encorajava as Irmãs nos seus sofrimentos e dificuldades. Era pessoa de perdão incondicional.

No dia 25 de novembro de 2007, celebrou 70 anos de Vida Consagrada como Irmã de São José. Preparou-se com esmero para essa data, expressando sua gratidão a Deus que a chamou a servi-lo como religiosa, aos familiares e à Congregação que a acolheu e acompanhou com carinho.

Irmã Regina demonstrou ser pessoa realizada na sua profissão e na sua vocação. Dizia: Na vida Religiosa encontrei mais rosas que espinhos. Se hoje tivesse que escolher minha vocação, escolheria essa mesma, sem hesitar.

Durante seu curto período da doença, contou com a presença do Padre Siro Chaves da Silva que veio de Viamão para confortá-la nos seus últimos dias no hospital de Garibaldi. Esteve lúcida e acolhida a cada Irmã que a visitava.

Faleceu no dia 13 de janeiro, dia em que a Igreja refletia a importância de viver e assumir o compromisso do Batismo, sacramento que Irmã Regina recebeu no dia 05 de fevereiro de 1921, na Igreja São Pedro de Garibaldi.

Querida Irmã Regina Maria, neste momento de despedida, queremos agradecer o testemunho de vida, o espírito missionário e teu jeito simples e verdadeiro de ser e de te relacionar com a natureza, com as pessoas e com Deus. Pedimos que agora junto de Deus possas interceder pelas Irmãs e funcionários desta casa, por nós, irmãs de São José, pelas vocações engajadas no trabalho do Reino de Deus, pelos teus familiares e pessoas amigas.

Nós todos que estamos presentes nesta celebração, pedimos que Deus te acolha na sua luz e na eterna felicidade. Amém.

Garibaldi, 14 de janeiro de 2008.   

domingo, 22 de setembro de 2013

Geronimo Zanatta e Marina Domenica Genelica

From: agrotiagozanatta@hotmail.com


BOA NOITE.

FREI PAULO.


EU LHE ESTOU ESCREVENDO PORQUE EU ESTOU ENTERESADO EM DESCOBRI OS MEUS ANTEPASADO.

JÁ VI TODOS OS MATERIAIS DA FAMILIA ZANATTA, NÃO CONSEGUI DESCOBRIR UMA LINHA PARA MIM SEGUIR.

SE O SENHOR PODER ME AJUDAR:

SEI QUE MEU TATARAVÓ ERA: JOSÉ ZANATTA, NÃO SEI COMO ERA O NOME DA MINHA TATARAVÔ.
MEU BISAVÓ E: GERONIMO ZANATTA
MINHA BISAVÔ E: MARIANA DOMENICA GENELICA
EU MEU AVÓ: ALFEU ZANATTA
E MINHA AVÔ: HELENA LATREILLE ZANATTA
MEU PAI: JOSÉ ZANATTA
MINHA MÃE: LENI ANA ZANDONA ZANATTA

DESDE JÁ AGRADEÇO.

TIAGO ZANATTA

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Zanatta Benedetto


Comune di Povegliano

Província di Treviso  18/09/1995

TProtocollo n......

Risposta al loglio n .....

Del....

Allegati....

Oggetto....

                                  L’ ufficiale  d’anagrafe certifica Che

Daí registri anagrafici di questo comune risulta iscritto

                               Zanatta Benedetto

Figlio di Glacomo  e di Borsato Pasqua,

Nato in Camaló di Povegliano Il 26 aprile 1854.

Di stato civile celibe.

Si rilascia la presente certificazione a richiesta di

Neiva Zanatta Hoffmann, nata a Selbach/RS Il 26/07/1956

 

L’ Ufficiale D’ anagrafe      (Comune do Povegliano )

Marinei Gabriele

Francesco e Carolina Zanatta


Histórico da Família Zanatta

Na década de 1880, a família de Francesco Zanatta e Carolina Zanatta, sofreram a crise italiana e emigraram em buscas de novas terras. A superpopulação do Norte da Itália, e a região muito acidentada, e as áreas reduzidas para o cultivo da terra, o povo não conseguindo produzir o suficiente  para o sustento. Os agricultores do Norte da Itália encontraram sérias dificuldades de sobrevivência, devido a submissão aos senhores feudais, eram prisioneiros de suas dívidas, encontravam-se sem dinheiro sequer para construir suas casas próprias ou poder ter suas terras para suas subsistência. Tendo fracassado na busca por trabalho, na vizinha Suíça, Alemanha e Áustria, as famílias decidiram aventurar-se na América, pois não tinham nada a perder.

Foi quando o governo italiano consciente do problema do país, e o Brasil com o problema da necessidade de povoar seu território, e também com a falta de mão de obra devido a libertação dos escravos, entraram em acordo no sentido de facilitar a saída da população a Itália para fixar residência em outros países da América, entre eles o Brasil.

Por volta de 1870, iniciou-se a imigração italiana para o Brasil. Foi quando,na década de 1880 a Família de Francesco Zanatta e Caarolina Zanatta, com os seus primeiros cinco filhos: Fioravante, Maria Domingas, Luigi e Anibale, Ursula; imigraram para o Sul do Brasil, fixando redidência no então município de Montenegro, atualmente Linha Dezenove, município de Carlos Barbosa, Rio Grande do Sul –RS.

Aqui no Brasil, o casal teve mais 3 filhos: Amália, Maria e Ernesto. O Filho mais velho Fioravante Zanatta casou-se com Ângela  Zilio, e residindo e Santo Antonio de Castro, Garibaldi –RS. Transferiu-se posteriormente para Linha Sanpaio, no interior do município de Lageado, onde faleceu e 1931. O Casal teve 9 filhos: Alberto, Carolina, Aurélia, Fernandes, Guilhermina, João Jorge, Amábile. Fioravante Zanatta casou-se pela segunda vez com Catarina Maggioni e teve 2 filhos: Adão Zanatta faleceu criança e Luiz Zanatta.

Encontro da Família Zanatta em Coronel Pilar. Acréscimos  de Frei Paulo Zanatta a respeito da vida do seu bisavô Francisco Zanatta

Como viviam nossos Imigranates Italianos


Missa do Encontro da Família “Zanatta”  Texto de introdução para o dia de Encontro

Texto lido em 18 de janeiro de 209 , por ocasião do sétimo encontro da família “Zanatta” na gruta da Linha 19, localizade de Santo Isidoro no município de Carlos Barbosa.

No final do século 19, enquanto a França, Áustria e Suíça direcionavam todo o seu esforço para entrar vigorosamente para o mundo da modernização e da tecnologia a Itália permanecia num sistema arcáico enredando-se em guerras internas e externas isso fez dela um país desordenado e retrógado.

Os altos impostos arrecadados eram aplicados na guerra. A população não tinha retorno de benefícios gerados pelos impostos penalizando brutamente os camponese. O governo recrutava os jovens para o exército obrigando-os a servir duramente 3 anos no período mais produtivo de sua vida.

A fome imperava entre os agricultores, e o povo não vislumbrava melhores perspectivas para o futuro. Os aldeões não dispunham de terra suficiente para a agricultura, deviam criar artificialmente terraços nas montanhas para poderem produzir.

O rigoroso inverno fazia com que os campezinos permanececem 6 meses inativos,abrigados em estrebarias para poderem se aquecer junto aos animais.

A população era tão pobre que se alimentava basicamente de polenta.Tão pobre que não podia comprar nem mesmo o sal para colocar na polenta. Daí advinha uma avitaminose chamada pelagra, que se não fosse tratada levava a morte.

Durante o verão os agricultores trabalhavam intensamente para produzir comida e para guardá-los para o rigoroso inverno Europeu.

Quando um Jovem casava não tinha casa própria e nem terreno para construí-la. Deviam esperar a liberação de um quarto ou a construção de um novo para poder casar.

Os que não tinham casa e nem terras viviam numa situação desesperadora. Além de terem de se sustentar deviam pagar o aluguel da casa onde moravam e das terras em que trabalhavam. Reinava a estagnação e nada poderiam esperar do porvir.

Foi nesse clima que na década de 1870 e 1880, chegaram a Itália os propagandistas da imigração para a América.

Eles avivaram no povo uma esperança de uma vida nova, num mundo novo cheio de oportunidades. Para terem comida em abundância e para serem livres precisam ter um pedaço de terra. E era isso que os porpagandistas anunciaram que o império Brasileiro oferecia.

Foi nesse cenário que os nossos antepassados da família “ZANATTA” resolveram fugir de todas essas adversidades imigrando para o Brasil.

Nesse momento anunciamos a chegada de um grupo de pessoas que representando os imigrantes italianos das famílias “Zanatta” que também se radicaram nesta localidade de Santo Isidoro, linha 19 em Carlos Barboso com a bandeira da Itália, trajes típicos, carroça e untensílios de trabalho.

Texto produzido por Luiz Accorsi, descendente da família “Zanatta”