Significado de zanata
Significado do nome zanata, origem do nome zanata , significado da letra dos nomes, numerologia grátis e tarot
Significado do nome Zanata
ZANATA: variante de ZANETTI (Sugerida por internauta - pendente de revisão)
Origem do Nome Zanata
Qual a origem do nome Zanata: ITALIANO
Significado de Zanata
Qual o significado do nome Zanata: VARIAÇÃO ITALIANA DE JOÃO.
Significado e origem do nome zanata - Analise da Primeira Letra do Nome: Z
Letra do destino. Caso seu nome se inicie com Z pode vir a ter vários problemas na vida, mesmo que não os busque para si. Mas é alguem que possui um grande coração, tem criatividade e bastante vitalidade também. Gosta da privacidade e costuma ter muitos segredos que não divide com ninguem. Tem uma personalidade mutável de acordo com as situações. Talvez por isso na maior parte do tempo as pessoas não conseguem entende-lo. Um dia seria confiar mais nos outros e procurar acreditar que a felicidade existe sim.
Significado do nome Zanata - Sua marca no mundo!
RESERVADA,EQUILÍBRIO,CONFIABILIDADE,PERSPICÁCIA,ESPÍRITO ANALÍTICO
Trabalhadora e prestativa, alguém que desde a infância já sabe o valor das coisas, cuida de tudo com muito zelo e não gasta sem controle. Busca oportunidades que a façam atingir independencia profissional e financeira, por isso passa a visão de uma pessoa ambiciosa. Sempre pronta para oferecer ajuda mesmo sendo alguem muito ocupada, nunca se nega a ajudar quem a procura. Precupada em causar sempre uma boa impressão, não economiza quando se trata de qualidade, mesmo assim sabe usar muito bem seu dinheiro. Mostra-se muito bem sucedida, e está sempre na moda. Influencia as pessoas com facilidade, mesmo que a principio reajam a sua liderança. Cortesia e boas maneiras nunca passam despercebidas na pessoa de personalidade 8. Quando se mune destes pontos positivos que causam admiração tira das pessoas a impressão de autoritária. Deve tomar cuidado para o espirito competitivo e seu senso critico não atrapalhar seus relacionamentos,
Zanata Significado - Numerologia - Expressão 9
COMO O MUNDO TE VÊ?
O número da Expressão revela a missão que tem, o que deve fazer ou ser nesta vida, para que atinja sucesso e alcance suas metas e objetivos. Descreve como você se expressa no mundo. O seu "eu" completo - personalidade, caráter, disposição, identidade, temperamento.Tolerante e compreensivo, uma pessoa muito amorosa e generosa. Ajuda as pessoas sem esperar nada em troca. Por compreender a natureza humana, sabe perdoar. Precisa de liberdade para expressar suas emoções e usar sua intuição no trabalho. Atrai as pessoa em busca de compaixão e generosidade, e elas as encontra em você. Ser impessoal é importante para não sofrer grandes perdas quando se exige poder, posses ou mesmo amor. Não deixe sua popularidade virar a sua cabeça. Tem amplos horizontes, já que não gosta de confinamento em lugares pequenos ou ficar preso a situações sem que não tragam expectativas. Pode ser professor, escritor, médico, enfermeiro, advogado, pregador, filantropo, pensador humanitário, orador, pintor, músico, compositor, conselheiro, juiz, importador, ator dramático. Aprenda a evitar a crueldade, os esforços voltados aos ganhos pessoais e o excesso de sentimentalismo.
zanata Significado - Numerologia - Impressões 6
COMO VOCÊ VÊ O MUNDO?
Mostra a pessoa como é interiormente. Revela como pensa, sente e age. Seu o desejo íntimo da alma, o seu "eu interior", suas esperanças, sonhos, ideais, motivações. As vezes é possível que percebamos essa manifestação, mas talvez não a expressamos como deveriamos ou mesmo não vivemos de acordo com ela, assim estamos reprimindo os nossos sentimentos e impulsos, o que gostariamos de ser ou fazer, estamos adormecendo nossos objetivos secretos, as ambições, os ideais mais intimos.Pessoas deste número costumam ter consideração por todos os seres e gostam de servir. Voltadas à família, ao lar e aos parentes, e é nesse ambiente que procuram amor, simpatia e aprovação. Necessitam de harmonia para sentirem-se bem por isso estão sempre à procura da paz. Românticas, afetuosas, idealistas, honestas, justas, verdadeiras e que possuem fortes princípios. Muitas vezes seu senso de obrigação e de servir o leva a fazer sacrifícios extremos - às vezes até desnecessários - por alguma pessoa ou aspiração. Não admitem ver seus ideais ou métodos sendo desafiados e as vezes isso os leva à teimosia e injustiça. Param tudo o que estão fazendo quando não conseguem o que desejam e não fazem mais nada. Diz tudo o que considera errado nas pessoas, as vezes de forma brusca, franqueza é uma frte caracteristica deste número mas não são muito capazess de administrar a situação inversa. Conseguem superar seus defeitos com compreensão, e nunca através da crítica. Sempre dispostas a ajudar as pessoas quando estão em dificuldades. Sentem-se mais felizes quando estão à serviço da humanidade. Demoram-se à casar na vida. Possuem um grande senso artístico e gostam de música, jardinagem e decoração. Tendem a se tornarem cantores, atores, professores, doutores, enfermeiros, poetas, engenheiros, fazendeiros, advogados, paisagistas, horticultores, mineradores, ceramistas, artistas comerciais, pintores, cozinheiros, marceneiros ou tapeceiros. O número 6 indica êxito no serviço social, em instituições de caridade, em hospitais ou ocupações relacionadas. O lado negativo os levam a ser autoritários, dominadores, intrometidos, irresponsáveis, teimosos, inclinados a discussões. Mas é à medida que faz mais pelos outros que ele alcança seu sucesso.
zanata Significado - Numerologia - Anseios da Alma 3
ANIMA - O QUE MOVE VOCÊ? A vibração da ANIMA mostra a impressão que você transmite às pessoas e os efeitos que lhes causam. Deve ser considerado um dos número mais importantes na sua vida. Conhecendo-o poderá entender o planejamento da sua vida. Compreendendo este plano e buscando viver de acordo com seu significado trará mais sentido à sua vida, e a fará mais útil e feliz. Ter consciência dessa vibração ajuda a reconhecer o porquê de suas aversões e gostos. Não desperdiçará um dia sequer de sua vida, e jamais a sentirá inutil ou sedentária na velhice se viver de acordo com as vibrações deste número. 3 - Deseja ser cheia de energia, com entusiasmo e criatividade, ser popular e chamar atenção. Gosta de dias ensolarados sentindo o sol no rosto, gosta de roupas coloridas e de sair por aí. Fazer compras e gastar comprando objetos de decoração é um grande prazer. Não gosta de solidão, nem de ser preso a um ideal, tem aversão por obrigações e horários fixos a cumprir. O casamento o enfraquece, mesmo que o atraia, na realidade pratica acaba se sentindo sem energia, por isso costuma ser mais namorador e infiel.
Significado e origem do Nome Zanata - Arcanos do Tarot
Arcano 8 - A Justiça
SIMBOLOGIA O arcano da justiça é rerpresentado por uma mulher de olhar para frente que está sempre disposta a ouvir. Suugere equidade e imparcialidade, que indica a capacidade de decidir entre o certo e o errado. A Justiça está sempre erguida em postura de ação. Este arcano fala de um ideal de conduta para o homem, e sua capacidade para julgar todos os atos. É o equilíbrio entre o bem e o mal, a força moral e a integridade.
ASPECTOS POSITIVOS Indica virtude, integridade, recompensa e fala da administração imparcial de atitudes e de princípios morais, de acordo com o melhor interesse das pessoas envolvidas. A busca incansável pela verdade. Austeridade, imparcialidade, integridade, disciplina, prontidão, decisão, resolução e satisfação com o ego.
ASPECTOS NEGATIVOS Deve-se levar em consideração que toda ação produz uma reação e que seu espírito deve estar preparado para esse choque de forças, onde a imparcialidade é a arma mais adequada. Quando desequilibra-se os aspectos positivos deste arcano ele demonstra intolerância, abuso, excesso de severidade, punição, fanatismo, desordem, injustiça, cobranças e críticas.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
MENTAL: Clareza de juízo. Conselhos que permitem avaliar com justeza. Autoridade para apreciar cada coisa no momento oportuno.
EMOCIONAL: Aridez, secura, consideração estrita do que se diz, possibilidade de cortar os vínculos afetivos, divórcio, separação. Este arcano representa um princípio de rigor.
FÍSICO: Processo, reabilitação, prestação de contas. Equilíbrio de saúde, mas com tendência a problemas decorrentes de excessos (obesidade, apoplexia), devido à imobilidade da carta.
PALAVRAS SÁBIAS Trata essencialmente de soluções boas e justas; equilíbrio, correção, abandono de velhos hábitos. Estabilidade e adaptação às necessidades.
A liberdade para agir de acordo com a própria vontade,implica em assumir a responsabilidade pelo que virá.
"Edifica um altar em teu coração, mas não faças do teu coração um altar (uma pedra)..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano é neutro em nossas vidas e não a influencia positiva ou negativamente.
Arcano 9 - O Eremita
SIMBOLOGIA O Ermitão representa o conhecimento da ciência oculta. Ele se apoia na prudência, que o acompanha em sua busca. Fala da luz da inteligência e da sabedoria, que ilumina o olhar orientando no caminho e na vida. Austero e solitário no tempo, que atingiu conhecimento à custa de trabalho ininterrupto, que apenas mentes privilegiadas podem desenvolver. É o espírito de sacrifício, prudência, discrição, recuo, vigilância.
ASPECTOS POSITIVOS Cultivando mais a prudência e a paciência atinge estado de sabedoria, manter-se informado e exercitar isso lhe proporcionam muitos momentos felizes. Espirito dedicado de muito conhecimento e conquistas nos campos da filosofia, teosofia e ciências.
ASPECTOS NEGATIVOS Sem cuidados e atenção a fim de evitar os perigos e pressentir as traições, pode recair sobre os aspectos negativos, que são tristeza, misantropia, ceticismo, esterilidade, solidão, avareza, falta de sinceridade, imaturidade, destruição e vazio.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
Mental: Contribuição luminosa à resolução de qualquer problema. Esclarecimento que chegará de modo espontâneo.
Emocional: Alcançar as soluções. Coordenação, encontro de afinidades. Significa também prudência, não por temor, mas para melhor construir.
Físico: Segredo descoberto, luz que se fará sobre projetos até agora ocultos. Na saúde: conhecimento do estado real, consultas que podem remediar os problemas.
PALAVRAS SÁBIAS Este arcano suegre concentração, meditação fala do poder do conhecimento e alerta para que ele não nos isole do mundo (a menos que seja esta a nossa vontade).
Todo conhecimento deve ser usado para o progresso e para a evolução do ser. Conhecimento sem ação leva consequentemente a estagnação e a morte dos sonhos.
"Sobe a montanha e contempla a terra prometida, mas não digo que entrarás nela..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano influencia positivamente 40% da sua vida.
Arcano 6 - Os Enamorados
SIMBOLOGIA O Enamorado é um arcano que fala de uma encruzilhada, de um lado a virtude de outro o vício, cujas as alternativas se apresentam e obrigam a uma decisão. Indica indecisão, pois não há dominância. De qualquer maneira, os amantes tem como tema central o amor que só se realiza verdadeiramente com a liberdade de escolha, é a indecisão do ser humano frente a decisões difíceis, porém inevitáveis. Sem dúvida representa o momento de escolha entre dois caminhos em todos os aspectos da vida e a inquietação vivida por alguém que busca algo mas não encontra.
ASPECTOS POSITIVOS Trata de momento de escolha, liberdade, livre arbítrio, amor, união, visão para resolver problemas, confiança, necessidade de enfrentar provas, otimismo, cautela, coletividade, liberdade de emoção, nosso lado emocional. A solidão não é sua companheira. A harmonia na vida só acontece quando liberdade e responsabilidade estão bem dosadas.
ASPECTOS NEGATIVOS Aponta para a dispersão, falta de energia, dependência, insatisfação, separação, tentações perigosas, imprudência, inquietação, irresponsabilidade, vícios e hipocrisia.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
Mental: Amor pelas belas formas e pelas artes plásticas.
Emocional: Dedicação e sacrifícios.
Físico: Os desejos, o amor, o sacrifício pela pátria ou pelos ideais sociais, assim como todos os sentimentos manifestados fortemente no plano físico.
PALAVRAS SÁBIAS O arcano fala da integração de ambos os sexos ao poder gerador do universo. Aponta para afetos, união, decisões e responsábilidades.
Não se deixe levar pela voz das emoções descontroladas quando for agir ou tomar uma atitude importante. A paixão é má conselheira.
"Trabalhos me dás Senhor e com eles forças..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano é neutro em nossas vidas e não a influencia positiva ou negativamente.
Arcano 3 - A Imperatriz
SIMBOLOGIA A Imperatriz traz em si os aspectos matronais. Mostra que traz no seu íntimo a segurança e a tranqüilidade, e as emoções em perfeito equilíbrio, tem força de vontade e sutileza. Traz uma afirmação de fé e esperança na vida. E simboliza a multiplicação. Mais humana e terrena que a Papisa e sugere a produtividade feminina, ela é o ciclo da vida.
ASPECTOS POSITIVOS Aponta para o progresso real da vida, tanto profissional, quanto social e especialmente pessoal. A compreensão, a descoberta do corpo como algo valioso, a vaidade atuando como força positiva. É o prazer em todas as suas manifestações. Liderança, representa a alma do homem, sua compreensão, elegância e domínio, a feminilidade como forma de expressão, de criação e de poder exercido com sutileza. Talento e habilidade são seus instrumentos para enfrentar os obstáculos.
ASPECTOS NEGATIVOS Para conquistar progresso em todos os setores da vida, é preciso que tenha sempre os pés bem firmes no chão pois quando apresenta os aspectos negativos leva à esterilidade, desinteresse, infidelidade, vacilação, pobreza de espírito, fracasso, frivolidade, vaidade, falta de senso prático, perda de bens materiais, futilidade e abandono.
INTERPRETAÇÕES DO ARCANO NO SENTIDOS:
MENTAL: Penetração na matéria por meio do conhecimento das coisas práticas. Os problemas vêem à tona e podem ser reconhecidos.
EMOCIONAL: Capacidade para penetrar na alma dos seres. Pensamento fecundo e criador.
FÍSICO: Esperança, equilíbrio. Soluciona os problemas. Renova e melhora as situações. Poder continuo e irresistível nas ações.
PALAVRAS SÁBIAS Este arcano traz em si o sentido da Sabedoria. O discernimento e o idealismo, como armas. É o arcano da Magia Sagrada, instrumento do poder divino.
Os frutos da semeadura amadurecem e logo podem ser colhidos. Tudo tem um ciclo certo. Cada coisa a seu tempo. Na natureza nada se perde, tudo está em evolução.
"É a tecelã, ela faz telas para seu uso e telas que não irá usar..."
INFLUENCIA NA SUA VIDA Esse arcano influencia positivamente 80% de sua vida.
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Significado de Zanani Significado de Zanardi Significado de Zanata Significado de Zanatta Significado de Zanatti
domingo, 6 de dezembro de 2009
domingo, 29 de novembro de 2009
AMÉLIA ZANATTA
Olá Frei, como vai?
Como disse, minha família descende da Amélia Zanatta. Como ela não voltou para o Sul com a família, acho que o senhor não conseguiu obter informações.
Eu e meus avós ficamos curiosos sobre de qual dos irmãos dela o senhor descende. Qual é o laço?
abraço!
--
Juliana Tardunho
msn:tardunho@hotmail.com
(11)8962-4347
Como disse, minha família descende da Amélia Zanatta. Como ela não voltou para o Sul com a família, acho que o senhor não conseguiu obter informações.
Eu e meus avós ficamos curiosos sobre de qual dos irmãos dela o senhor descende. Qual é o laço?
abraço!
--
Juliana Tardunho
msn:tardunho@hotmail.com
(11)8962-4347
terça-feira, 24 de novembro de 2009
AUGUSTO FICAGNA (inf. Marilete Carniel)
frei Zanatta
Estava pesquisando sobre familia ficagna e encontrei algo sobre minha
descendencia passei email para junior ficagna e ele me disse que
poderia ter mais informações com você.conto com sua ajuda. sou
bisneta de augusto ficagna e neta de João batista ficagna que
casou-se com Adele Favero, encontrei o nome deles juntamente com meus
pais, gostaria de acrescentar o nome meu de meus irmãos com seus
filhos e netos.
Tenho dados de Adele ficagna como irmã de João batista ficagna
gostaria de saber se essa é realmente irmã de meu avô ou e de outra
corrente so sei da nossa arvore ate o augusto ficagna se tiver mais
informações ficarei grata em recebe-las.
gostaria de lhe informar que vamos fazer o 5º encontro dos
descendentes da familia ficagna -augusto neste dia14/02/09 em linha
tarumã, Nova-Itaberaba. S.C.
Mais informações entre em contato pelo meu email ficaremos felizes em
recebe-los.
Final da mensagem de mariletecarniel@hotmail.com
Estava pesquisando sobre familia ficagna e encontrei algo sobre minha
descendencia passei email para junior ficagna e ele me disse que
poderia ter mais informações com você.conto com sua ajuda. sou
bisneta de augusto ficagna e neta de João batista ficagna que
casou-se com Adele Favero, encontrei o nome deles juntamente com meus
pais, gostaria de acrescentar o nome meu de meus irmãos com seus
filhos e netos.
Tenho dados de Adele ficagna como irmã de João batista ficagna
gostaria de saber se essa é realmente irmã de meu avô ou e de outra
corrente so sei da nossa arvore ate o augusto ficagna se tiver mais
informações ficarei grata em recebe-las.
gostaria de lhe informar que vamos fazer o 5º encontro dos
descendentes da familia ficagna -augusto neste dia14/02/09 em linha
tarumã, Nova-Itaberaba. S.C.
Mais informações entre em contato pelo meu email ficaremos felizes em
recebe-los.
Final da mensagem de mariletecarniel@hotmail.com
FERNANDO ZANATTA (Inf. Everto Zanatta)
OLÁ...
BOM DIA... SOU EVERTON ZANATTA, E GOSTARIA DE RECEBER INFORMAÇÕES DE MINHA ARVORE GENEALÓGICA....
ADQUIRI SEU E-MAIL COM O SR. ADEMAR ZANATTA AQUI DE DOURADOS...E GOSTARIA DE PASSAR INFORMAÇÕES DE NOSSA FAMILIA PARA MEU AVÔ JÁ QUE ELE TEM POUCO OU NENHUM CONTATO COM OS TIOS DELE QUE VIERAM PARA O BRASIL...
O NOME DO MEU AVÔ É LUIZ ZANATTA E DO MEU BISAVÔ É FERNANDO ZANATTA... MEU BISAVÔ VEIO DA ITALIA JUNTO COM OUTROS IRMÃOS, POREM UM DELES FOI PARA O RIO GRANDE DO SUL E ELE COM OUTRO IRMÃO FICARM EM SÃO PAULO, E MAIS OU MENOS EM 1950 VEIO PRA DOURADOS E ADQUIRIU TERRAS E FORMOU SUA FAMILIA... MEUS PAIS MORAM NA COLÔNIA ZANATTA, MINHA FAMILIA É MUITO GRANDE E CONHECIDA POR AQUI TBÉM....
GOSTYARIA TBÉM DE SABER QUAL A LIGAÇÃO DA MINHA FAMILIA COM A FAMILIA DO ADEMAR ZANATTA E DANILO FASOLIN ZANATTA QUE TBÉM SÃO DAQUI DE DOURADOS...
ESTOU A DISPOSIÇÃO PARA O QUE PRECISAR...
E GOSTARIA DE RECEBER E TROCAR INFORMAÇÕES...
GRATO
EVERTON ZANATTA.
Everton Depieri Holtermann Zanatta
Tecnologo em Agronomia
End: Rua João Vicente Ferreira, 707 - Apto 02 - Jardim Tropical
Skype: everton_zanata
Hotmail: everton_zanatta@hotmail.com
(67) 9972-1718
(67) 8111-7166
(67) 3420-2100
ViaCampus - Plantando Confiança.
Novo Telefone: 3420-2100
BOM DIA... SOU EVERTON ZANATTA, E GOSTARIA DE RECEBER INFORMAÇÕES DE MINHA ARVORE GENEALÓGICA....
ADQUIRI SEU E-MAIL COM O SR. ADEMAR ZANATTA AQUI DE DOURADOS...E GOSTARIA DE PASSAR INFORMAÇÕES DE NOSSA FAMILIA PARA MEU AVÔ JÁ QUE ELE TEM POUCO OU NENHUM CONTATO COM OS TIOS DELE QUE VIERAM PARA O BRASIL...
O NOME DO MEU AVÔ É LUIZ ZANATTA E DO MEU BISAVÔ É FERNANDO ZANATTA... MEU BISAVÔ VEIO DA ITALIA JUNTO COM OUTROS IRMÃOS, POREM UM DELES FOI PARA O RIO GRANDE DO SUL E ELE COM OUTRO IRMÃO FICARM EM SÃO PAULO, E MAIS OU MENOS EM 1950 VEIO PRA DOURADOS E ADQUIRIU TERRAS E FORMOU SUA FAMILIA... MEUS PAIS MORAM NA COLÔNIA ZANATTA, MINHA FAMILIA É MUITO GRANDE E CONHECIDA POR AQUI TBÉM....
GOSTYARIA TBÉM DE SABER QUAL A LIGAÇÃO DA MINHA FAMILIA COM A FAMILIA DO ADEMAR ZANATTA E DANILO FASOLIN ZANATTA QUE TBÉM SÃO DAQUI DE DOURADOS...
ESTOU A DISPOSIÇÃO PARA O QUE PRECISAR...
E GOSTARIA DE RECEBER E TROCAR INFORMAÇÕES...
GRATO
EVERTON ZANATTA.
Everton Depieri Holtermann Zanatta
Tecnologo em Agronomia
End: Rua João Vicente Ferreira, 707 - Apto 02 - Jardim Tropical
Skype: everton_zanata
Hotmail: everton_zanatta@hotmail.com
(67) 9972-1718
(67) 8111-7166
(67) 3420-2100
ViaCampus - Plantando Confiança.
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domingo, 18 de outubro de 2009
RAYMUNDO ZANATTA (Elizabete)
ELIZABETE:
Bom dia!
Peço desculpas pela demora. Ainda tem interesse em saber da arvore genealogica? Bem, minha mãe é italiana da Sardenha, familia Matta por parte materna, ciade Santu Lussurgiu, picola cittá, invadida e construida por espanhoís, daí o nome e por parte paterna, Faotto, na região Norte da Italia, Udime, aqui no Br, é Fagotti. Por parte do meu marido Zanatta- Região Norte da Italia, Treviso. Consaegui a cidadania Italiana em 2000. Meu sogro era Raymundo Zanatta, de Santa Cruz das Palmeiras - SP;mas ele tem varios irmãos.
Bem, trocaremos mais e-mais. Abraços.
Bom dia!
Peço desculpas pela demora. Ainda tem interesse em saber da arvore genealogica? Bem, minha mãe é italiana da Sardenha, familia Matta por parte materna, ciade Santu Lussurgiu, picola cittá, invadida e construida por espanhoís, daí o nome e por parte paterna, Faotto, na região Norte da Italia, Udime, aqui no Br, é Fagotti. Por parte do meu marido Zanatta- Região Norte da Italia, Treviso. Consaegui a cidadania Italiana em 2000. Meu sogro era Raymundo Zanatta, de Santa Cruz das Palmeiras - SP;mas ele tem varios irmãos.
Bem, trocaremos mais e-mais. Abraços.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A SIMBOLOGIA DO MUNDO DOMÉSTICO DO IMIGRANTE ITALIANO
A simbologia do mundo doméstico do imigrante Italiano
Helena Confortin
Leopold Gflnner diz que “ um povo que não conhece e não preserva sua história é um povo sem passado, e um povo sem presente”. Objetivando manter viva a história do imigrante italiano e seus descendentes, este trabalho busca ser uma caminhada no tempo para fazer ver presente parte do mundo, especialmente o mundo doméstico, do imigrante italiano, e os costumes que constituíram a sua identidade socioeconômico e a cultura. Fazer o imigrante percorrer o caminho de volta e entrar em contato com o mundo dos seus antepassados é possibilitar-lhe repensar sua existência seus sentimentos, suas opiniões: é levá-lo a sentir-se parte integrante de uma história e cultura: é inseri-lo, como personagem, no “retrato de família” que o mundo dos objetos nos oferece...
Há outros parágrafos que não foram digitados...
Destaque especial será dado à simbologia dos objetos, aos universo das suas relações e significações. Assim, o corredor que unia as casas, além da sua utilidade, carregava a marca de uma cultura que queria preservar: a beleza da arquitetura, o cultivo do belo (nas flores), o aconchego (local para descanso). Ilustram a descrição, elaborada a partir de entrevistas com descendentes de imigrantes, fotos de ambientes com objetos antigos, coletados com os próprios informantes.
As casas: historicidade e valor simbólico
Sistemas de casas
As casas dos imigrantes italianos, além de ser abrigo, eram o verdadeiro “Lar”. Nelas eram acolhidas as visitas e realizados todos os acontecimentos importantes de seus moradores – festas de casamento, aniversários, nascimentos, mortes...
Por questão de sobrevivência, eram sempre construídas perto de fontes. Por isso, antes de iniciar a construção, era importante saber onde existia água boa. Devia brotar de um veio forte. Que não secasse no verão e que surgisse entre as pedras; a água seria mais saborosa e saudável.
Posenatto (1983, p 289) escreve que “as fontes estavam quase sempre em lugares desconfortáveis: então faziam as casas tão perto quanto possível, mas se a casa ficasse longe da fonte, não tinha importância, porque quem fazia a casa era o marido, mas quem buscava água com o bigolo, era a mulher”. Procuravam, sempre que a casa ficasse acima das fontes – talvez nunca tenham imaginado que um dia poderiam ter água encanada em casa – uma vez que acreditavam que se construíssem a casa ou o quarto de dormir sobre um veio de água, ainda que este passasse sob a terra, não dormiriam bem à noite, teriam pensado e poderiam resfriar-se.
As casas, como já foi dito, constituíam um complexo bastante significativo. Faremos, pois , a seguir, uma descrição detalhada de cada uma das partes do complexo habitacional do imigrante descendente de italiano do Rio Grande do Sul.
A casa para morar constituía-se, geralmente, de duas unidades: a casa-cozinha e a casa para dormir. A casa-cozinha era uma construção menor. Nela localizavam-se a cozinha, uma sala grande e um puxado (varanda). A sala era para os domingos ou dias festivos, para receber visitas e parentes, para as refeições quando houvesse convidados e para as moças namorarem. Nela havia uma mesa de centro com cadeiras, um guarda-louças e, às vezes, uma mesinha de cedro sobre a qual era colocada a máquina de costura.
A cozinha, geralmente uma peça bastante grande, era para todos os dias, para os dias-de-semana. Nela havia o fogão/lareira/chapa, a mesa e as cadeiras/bancos. A mesa, onde eram feitas as refeições, ficava perto de uma parede e, para economizar cadeiras, usavam um banco comprido encostado à parede (Foto 1). As pessoas, sentadas, apoiavam as costas à parede, tendo-a como apoio ou encosto. Aí sentavam-se as crianças. O chefe da família, geralmente, sentava numa ponta da mesa: à sua direita, a esposa; e os filhos pequenos perto deles. Na outra ponta era colocado a tabuleiro da polenta para que ficasse mais perto da lareira e facilitasse o despejo da polenta da caldeira pra o tabuleiro. Geralmente era a filha (ou filho) mais velha que, com um fio de linha, cortava a polenta às fatias e, com a mão, a colocava ao lado do prato de cada um dos que estavam à mesa. Num canto da cozinha havia a lareira ou fogão, onde eram cozidos os alimentos. No lado oposto, uma tulha para guardar farinhas 9trigo e de milho).
Anexo à cozinha, era desnível, localizava-se um puxado ou varanda – a que alguns chamavam de ‘stanseta’ -, muitas vezes construído por duas peças: uma para a despensa e a outra para o lavador ou pia da cozinha, o seciér. Esta peça tinha uma porta por onde estavam e saíam com água,lenha e outros objetos. O lavador, formado por uma tábua grande, forte e, em volta, por meia tábua, era levemente inclinado e terminava em ponta, através de uma canaleta por onde escorria a água que caía numa poça externa onde as galinhas e marrecos ciscavam e espalhavam a água, evitando, assim, a sujeira. Sobre o lavador eram feitas prateleiras para guardar os pratos. Passavam uma ripa em frente à tábua e lá apoiavam, enfileirados, os pratos. Penduravam ali, também a espumadeira, a concha, caneca... Num canto guardavam os lumes. Foto 2 ilustra a descrição.
Sobre a prateleira penduravam os baldes com água e, sob o lavador, as panelas com cabo: a da polenta, do feijão, as frigideiras e o tabuleiro. A mastela de lavar os pés era colocada no chão, debaixo do lavador. Para as demais panelas havia outra prateleira ou o paneleiro. As panelas eram mantidas limpas e bem areadas, esfregando-as com cinza da lareira. Na mesa das cozinha havia, geralmente, duas gavetas: uma para os talheres e outra para o pão, salame e o queijo (Foto 3).
A casa de dormir era maior que a da cozinha. Nela havia o porão onde eram guardadas as pipas de vinho, as ferramentas, os arreios para selar cavalos e, também alguns mantimentos: salame, queijo, vinho, graspa, caixões com trigo, feijão e arroz, já que a temperatura ali era mais baixa e os alimentos conservavam-se melhor. O chão era de terá batida; os cepos, grandes fortes e de cedro.
No primeiro andar da casa havia os quartos de dormir, uma sala igual a um corredor, de todo o comprimento da casa. De um lado, à direita, localizava-se o quarto do casal e, ao lado deste, o das crianças pequenas (para que a mãe ouvisse o choro, à noite). No lado oposto, havia outros dois quartos, geralmente um para os homens e outro para as mulheres. Em cada quarto havia várias camas, ou dormiam três ou mais crianças em cada cama.
As camas primitivas eram feitas de tábuas pregadas com uma caixa dentro da qual colocavam um colchão de palha de milho fina, feito em forma de saco, com quatro pequenas aberturas pelas quais eram introduzidas as mãos para afofar as palhas, quando de manhã eram ajeitada as camas. Os lençóis eram de algodão ou de “Amorim”, muitas vezes remendados, porque as crianças frequentemente tinha bichos de pé, o que dava muita coceira; e os pequenos esfregavam os pés nos lençóis, fazendo com que o tecido rasgasse. Ao travesseiros eram cheios de penas de pato e ou de galinha. Para o frio, usavam um acolchoado feito de lã de ovelha e o ‘piumin’ um edredom feito de pena de ganso ou pato, geralmente usado sob o lençol. A roupa era guardada em travessas de madeira colocada num canto do quarto ou em baús fechados. A roupa e “domingo” num guarda-roupa do casal (foto 4 – antiga cama de casal feita artesanalmente. Ao lado berço de criança.).
O segundo andar da casa de dormir era o sótão, ou sobrado. Chegava-se a ele por uma escada localizada no fundo da sala. Embaixo dela formava-se um espaço que as crianças chamavam de “castelinho” e onde se guardavam várias coisas. No sótão havia quatro janelas (duas de cada lado), dando para o sol: em duas incidia o sol da manhã e na outra o da tarde. No canto do sótão havia um quarto para o caso de haver muitas visitas ou para os peões. No espaço restante eram guardados mantimentos, sementes, amendoim, linho, trigo, arroz, erva-mate..., uma vez que o local era seco, bem arejado e seguro.
Unindo a cozinha à casa de dormir, era construído, um corredor, coberto, que ia da porta da sala grande à sala da casa de dormir. O corredor era ladeado por uma cerca de tabuinha, um portão de entrada, na frente as duas casas, um portão que levava para a parte dos fundos, na frente e, entre as duas casas, um portão que levava para a parte dos fundos. Ao redor do corredor havia grades decorativas, com formato variados e que também davam acabamento às casas. Sobre o parapeito e em volta do corredor eram colocados muitos vasos de flores, gerânio, jasmim, begônias, beijo, folhagens... O assoalho do corredor e as escadas eram brancos e esfregados com vassoura, palha de milho, sabão e cinza. O das casas era vermelho e nela passavam cera caseira duas vezes ao ano: No Natal e na Páscoa.
Ao redor da casa havia um “pedaço” de terra, o pátio, onde se cultivava um jardim, vários cinamomos ou plátanos que serviam para amarrar animais e para sombra. Havia também pés de flores grandes, bem como laranjeiras, pereiras... Mais adiante, separado por uma cerca – (stecado) feita de ripas de pinheiro, bem parelhas, com ponta na parte superior, presas em pranchões – sobre a qual era estendidas a roupa para secar), um gramado que servia para piquete e onde se localizavam o galinheiro, e os paióis... Mais perto da casa, o forno para o pão e uma casinha onde havia um panelão usado para cozinhar produtos diversos. Havia, ainda, a moenda de cana, um lugar para a lenha e os galpões, as estrebarias e os chiqueiros.
A casa representou, assim, a afirmação individual do imigrante como proprietário.
Objetos domésticos: a marca da afetividade
Lareira
Um dos objetos que mais carrega as marcas da afetividade do imigrante é a lareira (fogolaro, larin), centro de convergência da família. Era ali que, diariamente, ao escurecer, após um dia de trabalho duro na roça e após terem ordenhado as vacas e alimentado todos os animais, reuniam-se os membros da família e, enquanto homens e crianças conversavam e comiam o pré-pasto, as ocupavam-se da comida para a ceia.
Nos primeiros tempos o fogão doméstico era muito simples e rústico. Para fazê-lo, construíam uma caixa de madeira, sem fundo, que era enchida de terra. Na lateral que ficava perto da parede, era feita uma taipa de pedras para evitar incêndio. Sobre a terra faziam o fogo e, pra mantê-lo mais concentrado, cercavam-no de pedras, que também tinham a função de escorar as panelas. À noite, quando deitavam, era costume cobrir os tições com cinza; assim, as brasas mantinham-se acesas até a manhã seguinte. Sobre a lareira, nos caibros do teto, era amarrada uma corrente constituída por fortes argolas graduadas por um gancho especial que permitia levantar ou abaixar as panelas em relação ao fogo. Ali eram dependuradas a caldeira da polenta, as panelas do fogão e da carne, a chaleira... Para que essas panelas não balançassem, costumavam calça-las com pedras ou pedaços de madeira.
Um segundo tipo de lareira, um pouco mais aperfeiçoada, era a chamada ciapona – construída fazendo-se um quadrado de madeira, de pedras ou de tijolos -, cheia de terra, sobre a qual era colocada uma chapa de ferro ou pedras. Por uma porta, deixada na parte da frente, introduziam lenha e ou nós de pinheiro. Para cozinhar o restante dos alimentos, usavam o tripé (formado por três pés presos a um ferro que girava entre pés forma de espiral, e sobre o qual colocavam as fatias de polenta, o salame...) ou a grelha, a grade ou gradela de ferro feita com quatro pés sustentando uma pequena grade sob a qual eram colocadas brasas. Sobre esta grade, além de esperar polenta, salame, carne, passarinhos, punham as panelas de ferro ou de barro. Às vezes usavam frigideiras ou a lecarda (bacia de cobre) para aparar a gordura que escorria ou, então, deixavam-se cair na terra ou cinza. A Foto 5, antiga lareira com chapa de pedra, apresenta os principais objetos utilizados no preparo das refeições.
Em ambos os modelos, não havia chaminés, por isso a cozinha ficava totalmente esfumaçada, as paredes logo escureciam.
Para iluminar a casa, os imigrantes usavam os lumes ou lampiões a querosene. O lampião era dependurado num local estratégico da casa, entre a sala e a cozinha, e acesso quando a noite caía. Usavam-se, para as demais peças da casa, para a mesa, para o lavador...pequenas lumes a querosene ou a banha. Geralmente eram lumes rústicos, confeccionados em casa, usando vasilhas variadas onde eram colocados o querosene (ou banha) e um pavio feito com uma tira de pano.
De acordo com as posse do imigrante, compravam-se outras lumes, mais sofisticados e seguros. Eram um vasilha mais achatada e larga na parte posterior e, na superior, um tipo de pescoço por onde passavam o pavio e um cabo para segurá-lo.
O feral era uma espécie de lampião construído por uma armação de ferro em forma de caixa, com as laterais de vidro, um orifício na parte superior 9por onde saía a fumaça) e um cabo para carregá-lo. No interior da armação era colocado um pequeno lume a querosene. Usavam o feral para os serviços externos e para ir a filó. Houve imigrante que usavam, como lume, a casca de caramujo, El s-ciós. Limpavam-no, enchiam-no de banha, colocavam um pequeno pavio de pano e ateavam fogo nele. A Foto 6 apresenta três modelos de lume utilizados pelos imigrantes: o Lume 1 (primeiro da esquerda para a direita) é o ciareto a querosene; o lume (no centro) é o ciareto a banha e o lume 3 é o antigo lampião a querosene para ser dependurado na parede.
Os lumes foram, dentre os objetos aqui descritos e analisados, talvez os de maior simbologia, uma vez em torno deles que as pessoas se reuniam para as refeições, as orações, os trabalhos, as leituras, os estudos. Enfim, exigiam proximidade dos membros que os encontrassem no mesmo. O advento da luz elétrica quebrou este elo simbólico: a luz como centro de convergência das pessoas que se unem.
Maquina de costura e roupa
Toda a roupa para uso da família era confeccionada pelas mulheres (mãe ou filhas mais velhas), costurados a mão ou com a máquina de costura movida a mão.
A máquina de costura geralmente era peça de enxoval e ocupava lugar de destaque na casa. Colocada sobre uma mesinha (de cedro), servia para costurar roupa e chapéus de palha. O tecido para roupa era comprado em peças pelo casal, e geralmente eram tecidos grossos e resistentes; algodão para os lençóis: riscados para calças, camisas, vestidos (mesmo padrão para toda a família). Faziam-se também os colchões e os acolchoados com tecidos de brim listrado. Em prática, entre os imigrantes, que todas as mulheres aprendessem a costurar e a bordar. Às vezes era a mãe quem ensinava às filhas nos dias de chuva, à noite ou no período de entressafra, quando havia pouco trabalho na lavoura. Aprendiam a costurar calças, camisas, cuecas (mudande) vestidos, saias...Desmanchavam uma peça de roupa velha, passavam-na a ferro e sobre ela cortavam as roupas novas. Quando era possível, aprendiam a costurar com costureiras ou alfaiates. A Foto 7 mostra a máquina de costura manual a usada para costurar roupas e chapéus... Mesmo que em desuso, hoje a máquina manual é ainda objeto decorativo na maioria das casas dos italianos e constitui-se em objeto de trabalho e, até, de submissão da mulher.
Bordado a mão, crochê, macramê... eram aprendidos da mãe ou de amigas que trabalhavam à noite, à luz dos pequenos lumes a querosene e nas noites de filó
Filó a concretização da afetividade
A marca da afetividade presente nos objetos domésticos comentados concretiza-se no encontro que permite a troca de vivências e experiências. O imigrante e seus descendentes vivenciaram (e vivenciam) essa experiência em reuniões que remontam a seus antepassados.
Contam i=os primeiros imigrantes que, na Itália fizesse muito frio durante os três ou quatro meses de inverno rigoroso, as famílias pobres que não dispunham de aquecimento nas casas ou recursos para vestuário suficiente para se proteger do frio viam-se obrigadas a permanecer em recintos fechados. Assim, reuniam-se nos estábulos (das vacas) a fim de aproveitar o calor que delas se depreendia. Para não permanecerem ociosos, aproveitavam para tecer o linho, fiavam, isto é faziam os fios de linho, donde o termo filó (fare filó), usual entre os italianos.
A prática foi trazida para o Brasil. Como o frio não era tão intenso, não havia necessidade de permanecer em abrigos fechados. Mas, para estar pessoas, era importantes o convívio com vizinhos, parentes e amigos. Por isso, vigorou o costume de se reunirem à noite, cada vez na casa de um dos participantes. Cada um carregava sua cesta com os apetrechos para fiar. Para fazer o fio de linho, molhavam as fibras da planta, batiam-nas bem e, após,com um pente feito de pregos, abriam as fibras até ficarem fios. Depois, com o bilro de fiar, faziam o fio, primeiro mais grosso, depois mais fino, e o enrolavam num carretel.O mesmo faziam com a lã de ovelha com a qual eram, após, confeccionadas blusas para vestir (de tricô ou crochê) e os baixeiros para os animais. A Foto 8 mostra o primitivo tear usado pelos imigrantes para tecer o linho e ou a lã.
Esta prática do filó transformou-se com o tempo e passou a ser o “filó brasileiro” em que vizinhos, amigos e parentes reuniam-se uma ou duas vezes por semana (sábado à noite e lá pelo meio da semana). Se numa comunidade do interior vivessem oito a dez famílias, reuniam-se todas elas ou alguma; outras vezes, os parentes ou vizinhos mais chegados. Os encontros obedecem a um rodízio, alternando as visitas entre as famílias, aproveitando as ocasiões e as circunstâncias do momento.
O ritual do filó desempenhou um papel fundamental, pois foi graças a esses encontros de famílias que a história se manteve e passou de uma geração a outra. Os encontros não eram necessariamente para trabalhar, mas para trocar idéias, rir, comer, cantar, falar dos amigos e parentes deixados na Itália, do namoro dos filhos... Também eram discutidos assuntos referentes à colheita do trigo, da uva, à fabricação do vinho, aos serviços domésticos e de plantio. Os vizinhos ajudavam-se na trasfega do vinho, na arte de confeccionar cestos em vime, no conserto de equipamentos, especialmente os usados no trato com a parreira.
Filó era sinônimo de cantar (sobretudo que falassem da travessia do mar, do pais de origem, dos amores lá deixados – e que originaram o grande repertório da canções italianas hoje existentes), conversas, jogar e beber vinho ou tomar canja de galinha. Todos os italianos cultivaram seu parreiral e, por isso, havia vinho à vontade e o encontro podia se estender até maia-noite ou mais. Geralmente ficavam divididos os homens e as mulheres. Eles, na sala ou ao redor da mesa grande, conversavam, cantavam, jogavam cartas (quatrilhos ou escova), mora e bebiam vinho, cachaça e chimarrão... Elas as mulheres, ficavam na cozinha, em volta do fogão, e faziam trança (dressa) da palha de trigo ou de milho, cestinha de palha, chapéus ou crochê, macramê, bordados ou costuravam. Geralmente era nestas ocasiões que se confeccionavam as peças de enxoval das filhas. Enquanto trabalhavam, conversavam, controlavam as crianças e providenciavam os comes (bolachas, grústolis, amendoim, batata-doce, mandioca cozida, pinhão...) e os bebes. O vinho era colocado num balde e servido em copos ou xícaras e canecas.
Quando havia alguém de aniversário, faziam a festa surpresa e lá pela meia-noite, passavam o balde com vinho e as bolachas ou o brodo (canja de galinha), e todos comiam à vontade. As surpresas ou festas de aniversário aconteciam, geralmente, no dia do aniversário de um dos donos da casa. Sendo ‘surpresa’, ele não poderia saber da festa e, muitas vezes, com a ajuda de alguém da família, iam roubar-lhe as galinhas e depois, ainda diziam-lhe: “Magna, compare, Che te par magnar del tuo” (Come compardre, que parece estar comendo do que é teu). Faziam a canja servida com carne Lessa, pão. Bolachas e vinho.
Quando o grupo era numeroso e na casa havia a sala grande, faziam-se bailes familiares. Eram bem organizados, com gaiteiros e rodadas de doces, cucas, café, canja... Nessas ocasiões podia ser cobrada uma taxa para as despesas... e dançavam até a madrugada.
Os encontros aconteciam sempre à noite a fim de não perderem tempo destinado ao trabalho. Para se deslocarem, a pé, das casas, quando não havia luar e o trajeto era longo ou por estradas íngremes, os caminhos eram clareados com lampiões a querosene, o feral com ciareto – uma caixinha com laterais de vidro, contendo no seu interior uma lanterna protegida contra as lufadas de vento – ou a frizéle, feixes de ripas secas ou taquaras amarradas nas quais punham fogo. Faziam duas: uma para a ida e a outra para o retorno. Quem as carregava geralmente eram as mulheres, que iam à frente iluminado o caminho para o grupo: o homem não deveria temer o escuro.
O evento televisão matou quase em sua totalidade o ritual filó. Ela mudou sensivelmente a linha do tempo e grande parte da fisionomia histórico-cultural da cultura italiana. Alterou o costume arraigado entre os italianos, especialmente o encontro das famílias no filó, pois a mensagem visual da TV leva o homem a vivenciar o individualismo. Em nome do moderno, alteram-se muitos costumes que vão da estrutura da língua falada (o dialeto), do comparar pronto, da moda, até os valores vividos pelas famílias.
Conclusão
Quando mais se viaja no tempo, mais se tem não do verdadeiro sentido da perspectiva histórica que nos ensina a buscar, no passado, pressupostos para serem trazidos ao presente numa perspectiva de futuro.
O trabalho que aqui se conclui mostrou que o regate da memória é importante para que as gerações, atuais e futuras, compreendam melhor suas história, valorizem-na e possam melhorar o presente e o futuro alicerçada no exemplo deixado pelos antepassados. A historia é interprete do passado, testemunho dos tempos; quem não tem história não tem memória. A cultura de um povo só se pereniza mediante resgate de estágios precedentes pelos subseqüentes. O que se resgata e escreve pereniza. Este trabalho revelou características básicas presentes no dia-a-dia do imigrante e seus descendentes: observou-se que o imigrante viu-se obrigado a traduzir a subsistência diária mediante o próprio trabalho, a própria inventividade e, especialmente, a soma de mãos; observou-se a constante presença do trabalho de troca, de mutirão, quer para produzir mis para a subsistência, quer para manter famílias e amigos unidos; observou-se como o imigrante e seus descendentes criaram, a sua volta, um mundo de objetos domésticos aos quais atribuíram valor histórico (ambiência) e valor simbólico (o mito de origem).
Sentiu-se, sobretudo, a presença inconsistente da necessidade continuada de as famílias e as pessoas se encontrarem, buscando suprir o vazio imposto pelo isolamento dos primeiros tempos da imigração; apenas a fala e os objetos de trabalho unindo as pessoas.
Percebeu-se que, apesar de vivermos, hoje em um mundo tecnicista, de objetos descartáveis e, por isso, de valor descartável, apesar de esta civilização (tecnicista) negar a sabedoria dos anciãos, ainda há a consciência de que objetos antigos, mesmo que diferentes, fazem parte, eles também, da modernidade e dela retiram seu sentido. Cada objeto é como uma história que precisa ser conhecida e vivenciada. O objeto antigo não tem exigência de leitura; é a própria leitura, é lenda; significa o tempo; traz marcas de uma cultura, é instrumento de compreensão da realidade e, como tal, continuará vivo. Tem uma função especifica dentro do quadro do sistema: significa o tempo.
O objeto antigo protege o meio, esconde olhares sonolentos, gestos desajeitados. Preservá-lo significa um olhar para dentro, captando a carga de significados acumulados através do seu processo de criação e uso. Nele está visível a história de quem o criou e utilizou.
Referência bibliográfica
BAUDRILLARD, Jean. O sistema dos objetos. São Paulo: Perspectiva, 1973
CONFORTIN, Helena. A faina lingüística: estudo de comunidade bilíngües italiano-português do Alto Uruguai Gaúcho. Porto Alegre: Edições EST/URI – Campus de Erechim, 1998.
POSENATO, Júlio. Arquitetura da imigração italiana no Rio Grande do sul. Porto Alegre: EST/EDUCS/Fondazione Giovanni Angelli, 1983.
Helena Confortin
Leopold Gflnner diz que “ um povo que não conhece e não preserva sua história é um povo sem passado, e um povo sem presente”. Objetivando manter viva a história do imigrante italiano e seus descendentes, este trabalho busca ser uma caminhada no tempo para fazer ver presente parte do mundo, especialmente o mundo doméstico, do imigrante italiano, e os costumes que constituíram a sua identidade socioeconômico e a cultura. Fazer o imigrante percorrer o caminho de volta e entrar em contato com o mundo dos seus antepassados é possibilitar-lhe repensar sua existência seus sentimentos, suas opiniões: é levá-lo a sentir-se parte integrante de uma história e cultura: é inseri-lo, como personagem, no “retrato de família” que o mundo dos objetos nos oferece...
Há outros parágrafos que não foram digitados...
Destaque especial será dado à simbologia dos objetos, aos universo das suas relações e significações. Assim, o corredor que unia as casas, além da sua utilidade, carregava a marca de uma cultura que queria preservar: a beleza da arquitetura, o cultivo do belo (nas flores), o aconchego (local para descanso). Ilustram a descrição, elaborada a partir de entrevistas com descendentes de imigrantes, fotos de ambientes com objetos antigos, coletados com os próprios informantes.
As casas: historicidade e valor simbólico
Sistemas de casas
As casas dos imigrantes italianos, além de ser abrigo, eram o verdadeiro “Lar”. Nelas eram acolhidas as visitas e realizados todos os acontecimentos importantes de seus moradores – festas de casamento, aniversários, nascimentos, mortes...
Por questão de sobrevivência, eram sempre construídas perto de fontes. Por isso, antes de iniciar a construção, era importante saber onde existia água boa. Devia brotar de um veio forte. Que não secasse no verão e que surgisse entre as pedras; a água seria mais saborosa e saudável.
Posenatto (1983, p 289) escreve que “as fontes estavam quase sempre em lugares desconfortáveis: então faziam as casas tão perto quanto possível, mas se a casa ficasse longe da fonte, não tinha importância, porque quem fazia a casa era o marido, mas quem buscava água com o bigolo, era a mulher”. Procuravam, sempre que a casa ficasse acima das fontes – talvez nunca tenham imaginado que um dia poderiam ter água encanada em casa – uma vez que acreditavam que se construíssem a casa ou o quarto de dormir sobre um veio de água, ainda que este passasse sob a terra, não dormiriam bem à noite, teriam pensado e poderiam resfriar-se.
As casas, como já foi dito, constituíam um complexo bastante significativo. Faremos, pois , a seguir, uma descrição detalhada de cada uma das partes do complexo habitacional do imigrante descendente de italiano do Rio Grande do Sul.
A casa para morar constituía-se, geralmente, de duas unidades: a casa-cozinha e a casa para dormir. A casa-cozinha era uma construção menor. Nela localizavam-se a cozinha, uma sala grande e um puxado (varanda). A sala era para os domingos ou dias festivos, para receber visitas e parentes, para as refeições quando houvesse convidados e para as moças namorarem. Nela havia uma mesa de centro com cadeiras, um guarda-louças e, às vezes, uma mesinha de cedro sobre a qual era colocada a máquina de costura.
A cozinha, geralmente uma peça bastante grande, era para todos os dias, para os dias-de-semana. Nela havia o fogão/lareira/chapa, a mesa e as cadeiras/bancos. A mesa, onde eram feitas as refeições, ficava perto de uma parede e, para economizar cadeiras, usavam um banco comprido encostado à parede (Foto 1). As pessoas, sentadas, apoiavam as costas à parede, tendo-a como apoio ou encosto. Aí sentavam-se as crianças. O chefe da família, geralmente, sentava numa ponta da mesa: à sua direita, a esposa; e os filhos pequenos perto deles. Na outra ponta era colocado a tabuleiro da polenta para que ficasse mais perto da lareira e facilitasse o despejo da polenta da caldeira pra o tabuleiro. Geralmente era a filha (ou filho) mais velha que, com um fio de linha, cortava a polenta às fatias e, com a mão, a colocava ao lado do prato de cada um dos que estavam à mesa. Num canto da cozinha havia a lareira ou fogão, onde eram cozidos os alimentos. No lado oposto, uma tulha para guardar farinhas 9trigo e de milho).
Anexo à cozinha, era desnível, localizava-se um puxado ou varanda – a que alguns chamavam de ‘stanseta’ -, muitas vezes construído por duas peças: uma para a despensa e a outra para o lavador ou pia da cozinha, o seciér. Esta peça tinha uma porta por onde estavam e saíam com água,lenha e outros objetos. O lavador, formado por uma tábua grande, forte e, em volta, por meia tábua, era levemente inclinado e terminava em ponta, através de uma canaleta por onde escorria a água que caía numa poça externa onde as galinhas e marrecos ciscavam e espalhavam a água, evitando, assim, a sujeira. Sobre o lavador eram feitas prateleiras para guardar os pratos. Passavam uma ripa em frente à tábua e lá apoiavam, enfileirados, os pratos. Penduravam ali, também a espumadeira, a concha, caneca... Num canto guardavam os lumes. Foto 2 ilustra a descrição.
Sobre a prateleira penduravam os baldes com água e, sob o lavador, as panelas com cabo: a da polenta, do feijão, as frigideiras e o tabuleiro. A mastela de lavar os pés era colocada no chão, debaixo do lavador. Para as demais panelas havia outra prateleira ou o paneleiro. As panelas eram mantidas limpas e bem areadas, esfregando-as com cinza da lareira. Na mesa das cozinha havia, geralmente, duas gavetas: uma para os talheres e outra para o pão, salame e o queijo (Foto 3).
A casa de dormir era maior que a da cozinha. Nela havia o porão onde eram guardadas as pipas de vinho, as ferramentas, os arreios para selar cavalos e, também alguns mantimentos: salame, queijo, vinho, graspa, caixões com trigo, feijão e arroz, já que a temperatura ali era mais baixa e os alimentos conservavam-se melhor. O chão era de terá batida; os cepos, grandes fortes e de cedro.
No primeiro andar da casa havia os quartos de dormir, uma sala igual a um corredor, de todo o comprimento da casa. De um lado, à direita, localizava-se o quarto do casal e, ao lado deste, o das crianças pequenas (para que a mãe ouvisse o choro, à noite). No lado oposto, havia outros dois quartos, geralmente um para os homens e outro para as mulheres. Em cada quarto havia várias camas, ou dormiam três ou mais crianças em cada cama.
As camas primitivas eram feitas de tábuas pregadas com uma caixa dentro da qual colocavam um colchão de palha de milho fina, feito em forma de saco, com quatro pequenas aberturas pelas quais eram introduzidas as mãos para afofar as palhas, quando de manhã eram ajeitada as camas. Os lençóis eram de algodão ou de “Amorim”, muitas vezes remendados, porque as crianças frequentemente tinha bichos de pé, o que dava muita coceira; e os pequenos esfregavam os pés nos lençóis, fazendo com que o tecido rasgasse. Ao travesseiros eram cheios de penas de pato e ou de galinha. Para o frio, usavam um acolchoado feito de lã de ovelha e o ‘piumin’ um edredom feito de pena de ganso ou pato, geralmente usado sob o lençol. A roupa era guardada em travessas de madeira colocada num canto do quarto ou em baús fechados. A roupa e “domingo” num guarda-roupa do casal (foto 4 – antiga cama de casal feita artesanalmente. Ao lado berço de criança.).
O segundo andar da casa de dormir era o sótão, ou sobrado. Chegava-se a ele por uma escada localizada no fundo da sala. Embaixo dela formava-se um espaço que as crianças chamavam de “castelinho” e onde se guardavam várias coisas. No sótão havia quatro janelas (duas de cada lado), dando para o sol: em duas incidia o sol da manhã e na outra o da tarde. No canto do sótão havia um quarto para o caso de haver muitas visitas ou para os peões. No espaço restante eram guardados mantimentos, sementes, amendoim, linho, trigo, arroz, erva-mate..., uma vez que o local era seco, bem arejado e seguro.
Unindo a cozinha à casa de dormir, era construído, um corredor, coberto, que ia da porta da sala grande à sala da casa de dormir. O corredor era ladeado por uma cerca de tabuinha, um portão de entrada, na frente as duas casas, um portão que levava para a parte dos fundos, na frente e, entre as duas casas, um portão que levava para a parte dos fundos. Ao redor do corredor havia grades decorativas, com formato variados e que também davam acabamento às casas. Sobre o parapeito e em volta do corredor eram colocados muitos vasos de flores, gerânio, jasmim, begônias, beijo, folhagens... O assoalho do corredor e as escadas eram brancos e esfregados com vassoura, palha de milho, sabão e cinza. O das casas era vermelho e nela passavam cera caseira duas vezes ao ano: No Natal e na Páscoa.
Ao redor da casa havia um “pedaço” de terra, o pátio, onde se cultivava um jardim, vários cinamomos ou plátanos que serviam para amarrar animais e para sombra. Havia também pés de flores grandes, bem como laranjeiras, pereiras... Mais adiante, separado por uma cerca – (stecado) feita de ripas de pinheiro, bem parelhas, com ponta na parte superior, presas em pranchões – sobre a qual era estendidas a roupa para secar), um gramado que servia para piquete e onde se localizavam o galinheiro, e os paióis... Mais perto da casa, o forno para o pão e uma casinha onde havia um panelão usado para cozinhar produtos diversos. Havia, ainda, a moenda de cana, um lugar para a lenha e os galpões, as estrebarias e os chiqueiros.
A casa representou, assim, a afirmação individual do imigrante como proprietário.
Objetos domésticos: a marca da afetividade
Lareira
Um dos objetos que mais carrega as marcas da afetividade do imigrante é a lareira (fogolaro, larin), centro de convergência da família. Era ali que, diariamente, ao escurecer, após um dia de trabalho duro na roça e após terem ordenhado as vacas e alimentado todos os animais, reuniam-se os membros da família e, enquanto homens e crianças conversavam e comiam o pré-pasto, as ocupavam-se da comida para a ceia.
Nos primeiros tempos o fogão doméstico era muito simples e rústico. Para fazê-lo, construíam uma caixa de madeira, sem fundo, que era enchida de terra. Na lateral que ficava perto da parede, era feita uma taipa de pedras para evitar incêndio. Sobre a terra faziam o fogo e, pra mantê-lo mais concentrado, cercavam-no de pedras, que também tinham a função de escorar as panelas. À noite, quando deitavam, era costume cobrir os tições com cinza; assim, as brasas mantinham-se acesas até a manhã seguinte. Sobre a lareira, nos caibros do teto, era amarrada uma corrente constituída por fortes argolas graduadas por um gancho especial que permitia levantar ou abaixar as panelas em relação ao fogo. Ali eram dependuradas a caldeira da polenta, as panelas do fogão e da carne, a chaleira... Para que essas panelas não balançassem, costumavam calça-las com pedras ou pedaços de madeira.
Um segundo tipo de lareira, um pouco mais aperfeiçoada, era a chamada ciapona – construída fazendo-se um quadrado de madeira, de pedras ou de tijolos -, cheia de terra, sobre a qual era colocada uma chapa de ferro ou pedras. Por uma porta, deixada na parte da frente, introduziam lenha e ou nós de pinheiro. Para cozinhar o restante dos alimentos, usavam o tripé (formado por três pés presos a um ferro que girava entre pés forma de espiral, e sobre o qual colocavam as fatias de polenta, o salame...) ou a grelha, a grade ou gradela de ferro feita com quatro pés sustentando uma pequena grade sob a qual eram colocadas brasas. Sobre esta grade, além de esperar polenta, salame, carne, passarinhos, punham as panelas de ferro ou de barro. Às vezes usavam frigideiras ou a lecarda (bacia de cobre) para aparar a gordura que escorria ou, então, deixavam-se cair na terra ou cinza. A Foto 5, antiga lareira com chapa de pedra, apresenta os principais objetos utilizados no preparo das refeições.
Em ambos os modelos, não havia chaminés, por isso a cozinha ficava totalmente esfumaçada, as paredes logo escureciam.
Para iluminar a casa, os imigrantes usavam os lumes ou lampiões a querosene. O lampião era dependurado num local estratégico da casa, entre a sala e a cozinha, e acesso quando a noite caía. Usavam-se, para as demais peças da casa, para a mesa, para o lavador...pequenas lumes a querosene ou a banha. Geralmente eram lumes rústicos, confeccionados em casa, usando vasilhas variadas onde eram colocados o querosene (ou banha) e um pavio feito com uma tira de pano.
De acordo com as posse do imigrante, compravam-se outras lumes, mais sofisticados e seguros. Eram um vasilha mais achatada e larga na parte posterior e, na superior, um tipo de pescoço por onde passavam o pavio e um cabo para segurá-lo.
O feral era uma espécie de lampião construído por uma armação de ferro em forma de caixa, com as laterais de vidro, um orifício na parte superior 9por onde saía a fumaça) e um cabo para carregá-lo. No interior da armação era colocado um pequeno lume a querosene. Usavam o feral para os serviços externos e para ir a filó. Houve imigrante que usavam, como lume, a casca de caramujo, El s-ciós. Limpavam-no, enchiam-no de banha, colocavam um pequeno pavio de pano e ateavam fogo nele. A Foto 6 apresenta três modelos de lume utilizados pelos imigrantes: o Lume 1 (primeiro da esquerda para a direita) é o ciareto a querosene; o lume (no centro) é o ciareto a banha e o lume 3 é o antigo lampião a querosene para ser dependurado na parede.
Os lumes foram, dentre os objetos aqui descritos e analisados, talvez os de maior simbologia, uma vez em torno deles que as pessoas se reuniam para as refeições, as orações, os trabalhos, as leituras, os estudos. Enfim, exigiam proximidade dos membros que os encontrassem no mesmo. O advento da luz elétrica quebrou este elo simbólico: a luz como centro de convergência das pessoas que se unem.
Maquina de costura e roupa
Toda a roupa para uso da família era confeccionada pelas mulheres (mãe ou filhas mais velhas), costurados a mão ou com a máquina de costura movida a mão.
A máquina de costura geralmente era peça de enxoval e ocupava lugar de destaque na casa. Colocada sobre uma mesinha (de cedro), servia para costurar roupa e chapéus de palha. O tecido para roupa era comprado em peças pelo casal, e geralmente eram tecidos grossos e resistentes; algodão para os lençóis: riscados para calças, camisas, vestidos (mesmo padrão para toda a família). Faziam-se também os colchões e os acolchoados com tecidos de brim listrado. Em prática, entre os imigrantes, que todas as mulheres aprendessem a costurar e a bordar. Às vezes era a mãe quem ensinava às filhas nos dias de chuva, à noite ou no período de entressafra, quando havia pouco trabalho na lavoura. Aprendiam a costurar calças, camisas, cuecas (mudande) vestidos, saias...Desmanchavam uma peça de roupa velha, passavam-na a ferro e sobre ela cortavam as roupas novas. Quando era possível, aprendiam a costurar com costureiras ou alfaiates. A Foto 7 mostra a máquina de costura manual a usada para costurar roupas e chapéus... Mesmo que em desuso, hoje a máquina manual é ainda objeto decorativo na maioria das casas dos italianos e constitui-se em objeto de trabalho e, até, de submissão da mulher.
Bordado a mão, crochê, macramê... eram aprendidos da mãe ou de amigas que trabalhavam à noite, à luz dos pequenos lumes a querosene e nas noites de filó
Filó a concretização da afetividade
A marca da afetividade presente nos objetos domésticos comentados concretiza-se no encontro que permite a troca de vivências e experiências. O imigrante e seus descendentes vivenciaram (e vivenciam) essa experiência em reuniões que remontam a seus antepassados.
Contam i=os primeiros imigrantes que, na Itália fizesse muito frio durante os três ou quatro meses de inverno rigoroso, as famílias pobres que não dispunham de aquecimento nas casas ou recursos para vestuário suficiente para se proteger do frio viam-se obrigadas a permanecer em recintos fechados. Assim, reuniam-se nos estábulos (das vacas) a fim de aproveitar o calor que delas se depreendia. Para não permanecerem ociosos, aproveitavam para tecer o linho, fiavam, isto é faziam os fios de linho, donde o termo filó (fare filó), usual entre os italianos.
A prática foi trazida para o Brasil. Como o frio não era tão intenso, não havia necessidade de permanecer em abrigos fechados. Mas, para estar pessoas, era importantes o convívio com vizinhos, parentes e amigos. Por isso, vigorou o costume de se reunirem à noite, cada vez na casa de um dos participantes. Cada um carregava sua cesta com os apetrechos para fiar. Para fazer o fio de linho, molhavam as fibras da planta, batiam-nas bem e, após,com um pente feito de pregos, abriam as fibras até ficarem fios. Depois, com o bilro de fiar, faziam o fio, primeiro mais grosso, depois mais fino, e o enrolavam num carretel.O mesmo faziam com a lã de ovelha com a qual eram, após, confeccionadas blusas para vestir (de tricô ou crochê) e os baixeiros para os animais. A Foto 8 mostra o primitivo tear usado pelos imigrantes para tecer o linho e ou a lã.
Esta prática do filó transformou-se com o tempo e passou a ser o “filó brasileiro” em que vizinhos, amigos e parentes reuniam-se uma ou duas vezes por semana (sábado à noite e lá pelo meio da semana). Se numa comunidade do interior vivessem oito a dez famílias, reuniam-se todas elas ou alguma; outras vezes, os parentes ou vizinhos mais chegados. Os encontros obedecem a um rodízio, alternando as visitas entre as famílias, aproveitando as ocasiões e as circunstâncias do momento.
O ritual do filó desempenhou um papel fundamental, pois foi graças a esses encontros de famílias que a história se manteve e passou de uma geração a outra. Os encontros não eram necessariamente para trabalhar, mas para trocar idéias, rir, comer, cantar, falar dos amigos e parentes deixados na Itália, do namoro dos filhos... Também eram discutidos assuntos referentes à colheita do trigo, da uva, à fabricação do vinho, aos serviços domésticos e de plantio. Os vizinhos ajudavam-se na trasfega do vinho, na arte de confeccionar cestos em vime, no conserto de equipamentos, especialmente os usados no trato com a parreira.
Filó era sinônimo de cantar (sobretudo que falassem da travessia do mar, do pais de origem, dos amores lá deixados – e que originaram o grande repertório da canções italianas hoje existentes), conversas, jogar e beber vinho ou tomar canja de galinha. Todos os italianos cultivaram seu parreiral e, por isso, havia vinho à vontade e o encontro podia se estender até maia-noite ou mais. Geralmente ficavam divididos os homens e as mulheres. Eles, na sala ou ao redor da mesa grande, conversavam, cantavam, jogavam cartas (quatrilhos ou escova), mora e bebiam vinho, cachaça e chimarrão... Elas as mulheres, ficavam na cozinha, em volta do fogão, e faziam trança (dressa) da palha de trigo ou de milho, cestinha de palha, chapéus ou crochê, macramê, bordados ou costuravam. Geralmente era nestas ocasiões que se confeccionavam as peças de enxoval das filhas. Enquanto trabalhavam, conversavam, controlavam as crianças e providenciavam os comes (bolachas, grústolis, amendoim, batata-doce, mandioca cozida, pinhão...) e os bebes. O vinho era colocado num balde e servido em copos ou xícaras e canecas.
Quando havia alguém de aniversário, faziam a festa surpresa e lá pela meia-noite, passavam o balde com vinho e as bolachas ou o brodo (canja de galinha), e todos comiam à vontade. As surpresas ou festas de aniversário aconteciam, geralmente, no dia do aniversário de um dos donos da casa. Sendo ‘surpresa’, ele não poderia saber da festa e, muitas vezes, com a ajuda de alguém da família, iam roubar-lhe as galinhas e depois, ainda diziam-lhe: “Magna, compare, Che te par magnar del tuo” (Come compardre, que parece estar comendo do que é teu). Faziam a canja servida com carne Lessa, pão. Bolachas e vinho.
Quando o grupo era numeroso e na casa havia a sala grande, faziam-se bailes familiares. Eram bem organizados, com gaiteiros e rodadas de doces, cucas, café, canja... Nessas ocasiões podia ser cobrada uma taxa para as despesas... e dançavam até a madrugada.
Os encontros aconteciam sempre à noite a fim de não perderem tempo destinado ao trabalho. Para se deslocarem, a pé, das casas, quando não havia luar e o trajeto era longo ou por estradas íngremes, os caminhos eram clareados com lampiões a querosene, o feral com ciareto – uma caixinha com laterais de vidro, contendo no seu interior uma lanterna protegida contra as lufadas de vento – ou a frizéle, feixes de ripas secas ou taquaras amarradas nas quais punham fogo. Faziam duas: uma para a ida e a outra para o retorno. Quem as carregava geralmente eram as mulheres, que iam à frente iluminado o caminho para o grupo: o homem não deveria temer o escuro.
O evento televisão matou quase em sua totalidade o ritual filó. Ela mudou sensivelmente a linha do tempo e grande parte da fisionomia histórico-cultural da cultura italiana. Alterou o costume arraigado entre os italianos, especialmente o encontro das famílias no filó, pois a mensagem visual da TV leva o homem a vivenciar o individualismo. Em nome do moderno, alteram-se muitos costumes que vão da estrutura da língua falada (o dialeto), do comparar pronto, da moda, até os valores vividos pelas famílias.
Conclusão
Quando mais se viaja no tempo, mais se tem não do verdadeiro sentido da perspectiva histórica que nos ensina a buscar, no passado, pressupostos para serem trazidos ao presente numa perspectiva de futuro.
O trabalho que aqui se conclui mostrou que o regate da memória é importante para que as gerações, atuais e futuras, compreendam melhor suas história, valorizem-na e possam melhorar o presente e o futuro alicerçada no exemplo deixado pelos antepassados. A historia é interprete do passado, testemunho dos tempos; quem não tem história não tem memória. A cultura de um povo só se pereniza mediante resgate de estágios precedentes pelos subseqüentes. O que se resgata e escreve pereniza. Este trabalho revelou características básicas presentes no dia-a-dia do imigrante e seus descendentes: observou-se que o imigrante viu-se obrigado a traduzir a subsistência diária mediante o próprio trabalho, a própria inventividade e, especialmente, a soma de mãos; observou-se a constante presença do trabalho de troca, de mutirão, quer para produzir mis para a subsistência, quer para manter famílias e amigos unidos; observou-se como o imigrante e seus descendentes criaram, a sua volta, um mundo de objetos domésticos aos quais atribuíram valor histórico (ambiência) e valor simbólico (o mito de origem).
Sentiu-se, sobretudo, a presença inconsistente da necessidade continuada de as famílias e as pessoas se encontrarem, buscando suprir o vazio imposto pelo isolamento dos primeiros tempos da imigração; apenas a fala e os objetos de trabalho unindo as pessoas.
Percebeu-se que, apesar de vivermos, hoje em um mundo tecnicista, de objetos descartáveis e, por isso, de valor descartável, apesar de esta civilização (tecnicista) negar a sabedoria dos anciãos, ainda há a consciência de que objetos antigos, mesmo que diferentes, fazem parte, eles também, da modernidade e dela retiram seu sentido. Cada objeto é como uma história que precisa ser conhecida e vivenciada. O objeto antigo não tem exigência de leitura; é a própria leitura, é lenda; significa o tempo; traz marcas de uma cultura, é instrumento de compreensão da realidade e, como tal, continuará vivo. Tem uma função especifica dentro do quadro do sistema: significa o tempo.
O objeto antigo protege o meio, esconde olhares sonolentos, gestos desajeitados. Preservá-lo significa um olhar para dentro, captando a carga de significados acumulados através do seu processo de criação e uso. Nele está visível a história de quem o criou e utilizou.
Referência bibliográfica
BAUDRILLARD, Jean. O sistema dos objetos. São Paulo: Perspectiva, 1973
CONFORTIN, Helena. A faina lingüística: estudo de comunidade bilíngües italiano-português do Alto Uruguai Gaúcho. Porto Alegre: Edições EST/URI – Campus de Erechim, 1998.
POSENATO, Júlio. Arquitetura da imigração italiana no Rio Grande do sul. Porto Alegre: EST/EDUCS/Fondazione Giovanni Angelli, 1983.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
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